sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A adolescência



Os neurologistas descobriram que o cérebro começa a reorganizar-se na puberdade e provoca um tremendo alvoroço que é responsável, em grande medida, pelas atitudes dos mais jovens.
L.M., in SuperInteressante n.° 152 - dezembro 2010

A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.


Também os nossos alunos do 9º ano refletiram sobre a fase que estão, neste momento, a vivenciar. Os resultados foram curiosos… 

A adolescência é vista e conhecida pelos adultos pela “fase do armário” ou a “fase da parvalheira”.
Quando estamos na adolescência, parece que tudo está contra nós e que ninguém nos compreende. É como se não estivéssemos numa fase concreta. Não somos crianças e, por isso, não nos devemos comportar como tal, mas quando tentamos integrar-nos os adultos pensam que nós não sabemos nada! É como se estivéssemos num edifício à procura do nosso andar, mas nunca o encontrássemos.
Apesar de tudo, há algumas coisas positivas. Já temos algumas regalias e já não temos tantas restrições como quando éramos mais novos, mas ainda assim somos incompreendidos e “renegados”.
Uma pergunta que faço a mim mesma é: Se os adolescentes são tão irresponsáveis e tão “acriançados” porque nos dão a possibilidade de escolher o nosso futuro? Porque temos de tomar decisões tão importantes? Se a nossa personalidade não está ainda formada, porque temos de o fazer?
Também podemos classificar a adolescência como uma pirâmide de problemas. Mas não será uma perda de tempo queixarmo-nos deles? No final, temos de viver com eles…
A adolescência é a primavera da vida, onde tudo floresce, por isso devemos aproveitá-la mesmo que, por vezes, ainda nos molhemos coma s suas chuvas tão características.

Francisca, 9ºE

A adolescência é uma das fases do ser humano. Sendo ela extremamente complicada e complexa, é também uma das melhores fases da vida e, como se costuma dizer, a primavera da vida.
 Um adolescente sofre mudanças físicas que provocam mudanças psicológicas, que levam a mudanças de personalidade, de humor e assim sucessivamente…uma fase de mudança. O facto de um adolescente nem sempre, ou raramente, compreender o que se passa consigo próprio que faz com que haja má comunicação com os outros. Porém, o adolescente começa a revelar interesses mais profundos no amor, na aventura, na política, ou seja, nos assuntos dos adultos.
Na minha opinião, é importante uma constante mas moderada presença dos pais na vida de um adolescente, pois ajudá-lo-á a entender e resolver alguns problemas, porque a adolescência é uma fase muito intensa e complexa que, na minha opinião, é precisa ser vivida como se não houvesse amanhã, porque só se é jovem/ adolescente uma vez na vida.

                     Álvara Couto, 9ºE
A meu ver, a adolescência é uma das fases mais complexas da nossa vida, mas não necessariamente a mais difícil, pois, apesar de viajarmos numa estrada aos solavancos, existem alguns momentos de serenidade ao longo do percurso.
A verdade é que existem algumas desvantagens, aliás, não as vou denominar de desvantagens, mas sim de diferenças significativas entre a infância e o presente vivido; ou seja, ao acumularmos primaveras, vamos também ganhando mais maturidade. Somos, então, obrigados a tomar as rédeas da nossa vida e, como é claro, no início, cometemos alguns erros devido à notória inexperiência, mas vamos rapidamente começar a estudar com mais afinco a mesa de opções, visto que, agora, as consequências dos nossos actos recaem apenas sobre nós.
Apesar de sermos nós próprios a desenhar o nosso rumo, o que traz um maior nível de dificuldade à nossa vida, existem também algumas vantagens. Como somos seres mais maduros, os nossos pais começam a demonstrar a sua confiança em nós ao deixar-nos ir ao cinema, passar uma tarde inesquecível com aqueles amigos tão importantes, que estão sempre ao nosso lado, prontos a guiarem-nos por este labirinto confuso que é a vida.
Esta é realmente uma etapa sorrateira onde predominam as desilusões, incompreensões, tristezas, felicidades, conversas triviais e discussões totalmente evitáveis que perturbam a mente cansada dos adolescentes, que partiram numa viagem extremamente perigosa à procura das suas respetivas identidades.

                                               Mariana Lima, 9ºD

É aquela fase da vida em que florescemos e nos tornamos “adultos”, como muitos dizem. É o patamar em que os adolescentes têm os seus primeiros amores, ou desgostos, é quando nos começamos a importar com a maneira de agir, comportar ou até de vestir, se as calças favorecem ou se o namorado ou namorada vão gostar do novo casaco.
Todos atravessamos a adolescência quer queiramos, quer não, quer gostemos, quer não gostemos. Uns classificam-na como assustadora, rebelde, pavorosa… mas eu vejo-a como um processo de aprendizagem em que olho para dentro de mim e vejo o que sou e como transpareço ser, quais são os meus objetivos de vida e quais são os obstáculos que anseiam levar-me por caminhos errados.
Nesta altura também começamos a ter pequenos distúrbios emocionais, nalguns casos bastante graves: jovens que saem de casa, que se suicidam, ou pelo menos tentam. Por vezes isso acontece devido ao meio familiar em que estão inseridos ou devido às más companhias. É aqui que eu recorro à minha família, ao meu porto seguro, para não ser levada pelas tentações da vida e para ultrapassar esses contratempos emocionais.
Afinal, somos todos pequenas flores, que começam frágeis, um botão apenas, por vezes confrontado com invernos rigorosos de chuvas intensas, mas, na primavera da vida, todos desabrochamos e mostramos a nossa verdadeira essência.

Sara Ramos, 9ºE
Adolescência: a idade em que se é novo demais para metade das coisas que queremos fazer e velho demais para a outra metade.
Apesar de ser um tempo de mudança e descoberta, nem sempre iniciar novas aventuras é fácil. Principalmente, porque as piores coisas da vida vêm de graça.
Posso aqui referir o facto de que ser adolescente e lidar com a pressão posta pelos pais não ser uma tarefa fácil. Assim como decidir sobre quem é uma boa ou má influência, e manter uma vida social, ao mesmo tempo que somos bons alunos e praticamos outras atividades.
Sem dúvida que também há vantagens: as primeiras paixões aparecem, tal como oportunidades de uma vez na vida.
Eu própria, sendo uma adolescente, tenho a oportunidade de experienciar todos estes sentimentos: saudade de momentos que não vou repetir e ânsia pelos que ainda vão ocorrer.

Kayla Silva, 9ºE

A adolescência é uma das fases mais ricas da vida, dado que passamos por inúmeras experiências que vão definir a nossa personalidade. É uma guerra que travamos contra nós próprios, que irá resultar num tratado de paz assinado por todos os fatores que intervêm na nossa vida, quer a nível social e físico, quer emocional. Esta paz dará origem a um ser humano adulto e completo. Contudo, este período da nossa vida tem vantagens e inconvenientes.
Uma das maiores desvantagens da adolescência é a instabilidade emocional, porque é a partir dela que se geram conflitos, quer no seio familiar, quer no grupo de amigos, onde surgem rivalidades e discussões. Esta instabilidade emocional leva o adolescente a passar da tristeza à alegria ou vice-versa, numa questão de segundos, o que o deixa desorientado e confuso.
As transformações físicas também são uma desvantagem da adolescência, visto que podem provocar insegurança e levar a autoestima do adolescente a baixar de forma repentina.
Mas a adolescência reveste-se também de muitos aspetos positivos, pois amadurecemos e ficamos mais responsáveis, já que nos apercebemos do verdadeiro significado da vida e aprendemos a escolher o caminho certo, o rumo que queremos que ela tome.
A adolescência é uma fase de experiências e de crescimento, de erros e vitórias, e uma fase de escolhas. É, sobretudo, a etapa da vida em que pensamos no que já fomos, no que seremos e, principalmente, em quem somos.

Nuno Aguiar, 9ºD

A adolescência é uma das fases mais interessantes e delicadas da vida.
É nesta fase que aprendemos a ser realmente alguém, como devemos agir, como devemos pensar, aprendemos a sermos nós mesmos!
Por vezes sentimo-nos a “ir abaixo”, pois pensamos que nada nos corre bem e que estamos sozinhos, sem ninguém para nos ajudar, é apenas uma ilusão (na maior parte dos casos), mas naquela altura parece bastante real… É quando nos sentimos revoltados e assustados, mas não sabemos controlar as nossas emoções ou sentimentos, o que leva muitos ao desespero. Existem muitos casos de adolescentes embriagados ou drogados, e, infelizmente, por opção própria, alguns chegam mesmo a fugir de casa; mas uma das piores situações é quando engravidam, pois aí a sua vida mudará para sempre.
Por estas e por muitas mais, eu penso que a adolescência é uma fase complicada, mas que com responsabilidade e maturidade todos conseguem ultrapassar. Uns com mais dificuldade, outros com menos, mas a concluso que eu tiro sobre esta fase é que, por mais desesperante que seja, vale a pena, pois, faz de nós, de quem somos, o que normalmente, é algo muito gratificante.
Rita Garcia, 9ºE  

Caminham com um ar de modelos, ou do ultramar conquistadores, e falam tão alto como El-Rei falava quando tinha o dobro da idade deles. E fazem-se homens e mulheres que controlam o ambiente e os comportamentos alheios, só porque nesse dia sentem que deve ser assim.
Os adolescentes não seguem regras. Não são domáveis nem controláveis, e não pagam impostos. Não têm de se preocupar com o seguro do carro e têm o dom de ver as coisas de forma diferente, mais artística e mais bela. Mas há mais vantagens: têm um futuro para imaginar, e coisas por que se interessar, o que eu considero surpreendente.
Mas como são humanos (mais pequenos) são também igualmente «desprezíveis», porque já têm de se preocupar com a roupa e a escola e as mudanças de humor, e aturar a «estupidez» dos adultos e adaptar-se a um mundo que não foi feito para eles, mas mesmo assim deixam-se influenciar: quando algum é diferente dos outros, não é digno.
Sofrem, é verdade que também sofrem, enfrentam estes e mais inconvenientes, mas também sabem como criá-los. Dramatizam. Tornam-se básicos.
E eu sou adolescente. Também eu sou indomável, incontrolável e igualmente «desprezível».


Sofia Magalhães, 9ºE

Quando ainda mal sabemos escrever o nosso nome, ouvimos os nossos familiares falar de algo assustador pelo qual eles já passaram e nós passaremos um dia, chamam-lhe adolescência.
Na escola, os professores ensinam as mudanças que verificaremos mais tarde. Isso faz--nos, instintivamente, olhar para o nosso corpo e imaginar o quão grande será o nosso pé daí a uns anos. Contudo, quando passamos realmente pela adolescência, percebemos finalmente que esta tem “muito que se lhe diga”.
Os nossos pais queixam-se da nossa falta de educação se não respondemos como eles querem, os nossos professores gritam que o nosso comportamento não era, nem de perto nem de longe, tão indisciplinado quando ainda escrevíamos com uma letra à mão perfeitinha, os nossos amigos aborrecem-se connosco, sem, por vezes, nós percebermos o porquê. Não compreendemos e somos incompreendidos, ora rimos, ora choramos, gostamos hoje e amanhã odiamos. É simplesmente bizarro.
No entanto, à medida que o tempo corre, apercebemo-nos do quão especial foi essa época. Do quanto nos rimos e do quanto fizemos rir, de quanto aprendemos. Do quanto as memórias que guardamos - que são tão nítidas na nossa cabeça quando nelas pensamos- nos fazem fechar os olhos e sorrir. Até daquilo que sofremos, que preenche uma parte daquilo que somos nesse momento.
A meu ver, a adolescência é algo grandioso e também duradoiro; para mim, o dia de ontem é uma peça da minha vida que merece ser recordada para sempre.

Rita Horta, 9ºE

A adolescência é um período pelo qual todas as pessoas têm de passar, para se poderem transformar em adultos. É um longo processo que transborda de ilusões, mudanças e intolerâncias.
 Na minha opinião, não há nada mais complexo do que este período de afirmação pessoal. Atualmente, tenho 14 anos e, como já sou uma adolescente, possuo alguma moral e experiência acerca deste assunto. Algumas das vantagens visíveis a todos da adolescência são, por exemplo: conhecimento de quem somos e do mundo que nos rodeia, com fatores determinantes no crescimento de qualquer indivíduo. Já as desvantagens ganham em “ massa” o dito favorecimento deste difícil processo. Ter de decidir o trabalho e a pessoa certa com quem passar o resto da vida são alguns exemplos dos problemas que os adolescentes têm de suportar para poderem ganhar como resultado uma vida fiel aos seus ideais. Muitos deles também têm um certo medo de não terem capacidade suficiente para, um dia, serem adultos responsáveis e com a devida maturidade.
 Contudo, a adolescência é algo normal que permite uma afirmação pessoal, de acordo com aquilo que são os ideais de cada um. É algo que podemos observar, entender mas, sobretudo, sentir: uma grandiosa mudança.
                                                  Olívia Almeida, 9ºD

A adolescência é uma altura de sofrimentos, alegrias e mudanças, tanto para os mais velhos como para os mais novos. A verdade é que este período parece criar uma barreira invisível entre pais preocupados e filhos indiferentes, preparando tanto uns como outros para os anos seguintes em que a descoberta da independência se torna num fator importante.
Esta fase, ao contrário do que muitos pensam, evoca medo tanto aos adultos como aos adolescentes. Para os mais velhos, esta é a altura em que os filhos se transformam em criaturas incompreensíveis e, para os mais novos, é a fase em que o mundo perde a inocência, expõe a cruel verdade sobre a sociedade e é também a fase de fazer escolhas de gente crescida para o futuro, tudo isto enquanto o corpo muda e as hormonas atacam como um vírus, turvando-nos a visão e convencendo-nos que todo o mundo está errado e só nós estamos certos.
Verdade seja dita: por mais irracionais que sejamos agora, não somos estúpidos. Por mais emocionalmente instáveis que sejamos, não somos malucos. E, acima de tudo, temos uma voz tão forte como inocente, que carrega inúmeras verdades que anos de experiência neste mundo não conseguem contrariar. Às vezes, só precisa de ser ouvida.


Cláudia Ribeiro, 9ºA

A adolescência, como tudo na vida, apresenta as suas vantagens e desvantagens, tanto para os progenitores, como para os jovens.
Para os pais, esta etapa, por vezes, pode ser uma grande luta, pois os seus filhos pensam que já são grandes, por isso, julgam que podem fazer o que querem, quando querem, como querem. Porém, como é óbvio, estão errados. Tudo isto provoca alterações de humor, transições rápidas da tristeza para a alegria, e vice-versa, ou da afabilidade para a fúria.
Uns podem tornar-se solitários e, nestes momentos, os adolescentes devem procurar um grupo de jovens da mesma idade com quem possam conviver e em quem se possam apoiar.
No entanto, nesta idade, aprende-se muito com os erros, ou então, mesmo sem eles, aprende-se a lidar com a vida.
Em termos sociais, deve-se escolher muito bem os nossos amigos, pois eles serão, sem dúvida, uma presença muito importante no futuro.
Ao longo dos tempos, o “efeito” vai passar até chegarmos ao ponto de assentar na vida real.

Francisco Silva, 9ºB

Hoje em dia, a fase da adolescência é associada a: desordem, desarrumação, desorganização, amores, desamores, amigos, inimigos, SMS… A verdade é que, em suma, os jovens são o desespero dos pais, dos professores, dos irmãos mais velhos!... A sua história poderia ser contada numa das novelas da TVI, e acredito que só traria lucros.
A adolescência é a fase de transformação em que se passa de criança brincalhona a adulto responsável e autoritário, como uma espécie de larva que cresce num casulo para se transformar numa bela borboleta. O problema é que, enquanto a borboleta fica fechada no casulo, nós ficamos abertos ao mundo, com preocupações, testes, passatempos, amigos e mais uma centena de coisas a preocupar-nos ao mesmo tempo a cem à hora.
Ser adolescente é difícil para todos, mas também não apresenta só inconvenientes. Há também muita coisa boa para fazer. Ora, ver a nova série que dá na televisão, ora ir ao cinema com os amigos, ora simplesmente ficar em casa sem fazer nada, são grandes momentos que devemos aproveitar. Pelo menos, eu aproveito. O tempo passa tão depressa que quase não o sentimos decorrer, por isso, devemos aproveitar cada momento.
Maria Inês Cardia, 9º A

A adolescência é um período complicado, que envolve mudanças físicas, psicológicas e, muitas vezes, sociais. É o tempo de caras carrancudas, das noites mal dormidas e das hormonas aos saltos. Por vezes, as pessoas apelidam-nos de bipolares, mas a rebeldia da adolescência não se cura com um comprimido. Na verdade, esta “doença” dura oito anos, afetando a população que sai dos dez e entra nos terríveis onze anos.

Durante estes longos oitos anos, várias coisas mudam em nós: a nossa aparência, a nossa personalidade, o nosso grupo de amigos…somos apanhados pela febre dos SMS’s, passando a maior parte dos nossos dias agarrados ao telemóvel a mandar mensagens secretas aos nossos amigos.

Na minha opinião, a adolescência é um período de reflexão e de aprendizagem que marcará a nossa vida. É quase como se o nosso corpo nos desse este período de tempo para nos preparamos para a idade adulta, para ficarmos maturos e responsáveis pelos nosso atos.

Enfim, a adolescência transforma-nos em pequenos “monstros”, prontos a devorar o mundo, caso este nos aborreça, fazendo de nós a grande preocupação dos nossos pais, mas, na verdade, somos ainda miúdos a brincar aos crescidos com as roupas da mãe e do pai.
Marta Sousa, 9ºA

A maior parte dos adolescentes encara a adolescência como a idade de mudança física e/ou a idade "do divertimento". Muitos nem se apercebem do quanto mudam psicologicamente e como isto influencia as escolhas pessoais e de vida. Esta etapa é encarada, por muitos jovens, como uma transformaçao física, de personalidade e de humor.
Na minha opinião, não existe uma mudança de personalidade, apenas uma afirmação do caminho que o adolescente pretende seguir. Nesta fase, encontramos quer vantagens quer  desvantagens que nem sempe nos permitem concluir se se trata de uma etapa boa ou má na vida.
Para a maior parte dos adultos, a adolescência é a melhor fase que há na vida, pois não temos que trabalhar, não temos que sustentar uma casa nem nada que se pareça. Para eles, apenas temos que estudar e "gastar o dinheiro dos nossos pais". Claro que este ponto de vista é quase sempre contrariado pelos jovens. Eu, por exemplo, tenho 14 anos e estou a passar por esta fase e sei o quanto é difícil por vezes ter que "aturar" estes comentários sempre a contrariar a nossa opinião. Nós queremos assumir a nossa maturidade e mostrar que somos capazes de fazer algo na vida. Queremos afirmar a nossa personalidade, o nosso espaço e a nossa privacidade.
Por outro lado, é certo que não temos noção do que é a vida exaustiva dos nossos pais.
Penso que todos gostamos um pouco deste período na nossa vida e que, mais tarde, gostaremos de contar os momentos por ela passados! No meu ponto de vista, a adolescência pode caracterizar-se como uma etapa essencial na nossa vida.

Ana Sofia Pinto, 9º B

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Textos diversos



Os alunos do 8º ano têm redigido vários textos: uns desafiam a sua imaginação, outros permitem-lhes opinar.
Eis aqui alguns exemplos:

Típico de uma rapariga

No verão passado, vivi a maior aventura da minha vida. Estava na casa da minha avó e não tinha nada para fazer. Olhei para o que me rodeava. Em cima da minha cama estava o comando da televisão, os mesmos programas de sempre, histórias idênticas em todos os canais; avistei os meus brinquedos, e revi os momentos de felicidade que passei com eles, nada que agora possa repetir, pois já sou velha demais e falta-me aquela paciência e imaginação. À beira dos brinquedos estava um livro esquecido da minha prima, devia ser uma daquelas “histórias insossas” que ela costumava ler, mas eu não tinha nada a perder.
Peguei naquele livro e observei a capa, “Carlota, o mundo de uma Pop Star”, era de esperar, um livro sobre a vida de uma personagem fictícia, com quem todas as raparigas sonham ser iguais: ter a sua voz, aspeto, dinheiro, personalidade e vida. “Onde é que eu já vi esta história?! Em todos os livros pelos quais todos os jovens se interessam”, quando me apercebi, estava a falar sozinha.
Aborreci-me (ainda mais) logo no primeiro parágrafo, “típico”, recomecei o meu monólogo, até que ouvi uma voz desconhecida:
-Qual é o teu problema?
“Este livro está a fazer-me mal”, pensei até que olhei para a frente, estava espantada, vi a personagem que tinha saído do livro, esta não demorou para se começar a defender:
-Não sei porque é que não gostas de mim, eu sou maravilhosa, todos gostam de mim!
-Isto é a vida real, não é o teu “mundo-fantasia”, em que tudo é perfeito!
-Então, o que posso eu fazer para ser feliz aqui? Estou “saturada” do meu “mundo”, só tenho pessoas desconhecidas atrás de mim.
-Só tens de encontrar algo que te faça sorrir, isso não tem nada a ver com a fama, vem comigo.
Eu peguei na minha guitarra, e levei-a para o parque a um minuto a pé da casa da minha avó, e perguntei-lhe:
-O que tu gostas de fazer é cantar, não é? – ela assentiu com a cabeça.
Comecei a tocar e aquele momento tornou-se mágico… As pessoas aproximaram-se, todos estávamos felizes a cantar e a dançar, sem necessidade de fama, de aprovação. A forma como Carlota cantava transformava tudo à sua volta, até a sua cara, a sua expressão era inexplicável.
E, assim, eu transformei um dia aborrecido num dia fantástico, e um livro feito para fazer dinheiro numa lição de vida.

Rita Moreira, 8º E


O livro que deixou de ser livro

Embora um livro seja para muitos um pequeno conjunto de folhas com letras e palavras, para mim ultrapassa o imaginável... Não há descrição para a sensação que sinto ao ler um livro, a maneira como ele tem efeito em mim... Quando há um momento de tensão e estou agarrado ao livro para ver o que acontece; quando há um momento de tristeza e eu entristeço-me também... Vivo mil e uma reações, da mais inóspita à mais efusiva, tudo porque um livro é uma fonte de prazer e sabedoria tal, que nos envolve de tal forma, que passamos a fazer parte daquele enredo magnífico.
 Há poucos dias, isso aconteceu mesmo. Estava a ler um livro sobre atletas com deficiências motoras que, apesar das dificuldades, ultrapassaram os obstáculos e concretizaram o seu sonho. O livro centrava-se no atleta paraolímpico português Salvador, que é um exemplo de vida, coragem e força de viver tremenda... E eis que ele ganha vida, mesmo à frente dos meus olhos... Reagi com admiração, mas um sentimento mais forte tomou o meu pensamento: que orgulho estar perante um desportista único, não por ser bonito ou ostentar riqueza, mas sim pela sua história de vida.
  Ainda em estado de choque, eis que ele me pergunta:
 -Prazer, sou o Salvador! Vejo a tua admiração pela minha pessoa. Que dizes de embarcarmos numa aventura diferente, na aventura da minha história de vida?
  -Claro que sim!
Foi com prazer que embarquei nesta viagem... Mas tudo foi tão rápido, a viagem no seu pensamento... Constatei que teve uma infância difícil, envolvida em droga, e que perdeu os seus pais ainda pequeno. Ficou paraplégico num acidente de viação cujo enredo culminou na tristeza a cem por cento... O carro destruído, familiares a chorar, bombeiros aflitos, uma tensão tal que chocou Portugal nesse dia... Porém, apesar de todas as adversidades, tornou-se atleta aos 18 anos e foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em 2012.
 Foi com orgulho, respeito e admiração que conheci a vida deste herói e, mais do que isso, aprendi que a vida é curta, se nós próprios a fizermos breve...

Gonçalo Nunes, 8º E

Descobrindo com Camões


Estava deitado na minha cama a ler Os Lusíadas, a pedido da professora de História, desde o início do ano. Mas que livro maldito: descomunalmente grande, todo em poesia e sobre os Descobrimentos! Seria mesmo possível alguém temer um cabo? Era apenas um monte de pedras! E seria assim tão difícil atravessar um ou dois oceanos para chegar à Índia.
A única coisa interessante no livro era o retrato do autor: alto, magro, altivo, sem um olho e coroa de louros à cabeça, vestes majestosas e cara corajosa: Luís de Camões. Considerava-o a personagem principal daquele livro, imaginava-o vivendo todas as aventuras que descrevia com as letras, pois não havia personagens concretas em Os Lusíadas. Antes de me deitar, deitei mais uma olhadela ao retrato, que, para meu espanto, se mexeu. Intrigado, aproximei a cara para inspecionar. Então, sugado por uma força bruta, entrei pelo livro adentro.
Quando abri os olhos, estava numa caravela. Ao meu lado estava (a princípio não acreditei) Camões!
- Pois achas que os Descobrimentos foram fáceis – inquiriu este e, antes de obter resposta, acrescentou - pois vamos confirmar ou não a tua tese.
- Mas onde estamos? Quem são estes? – gaguejei eu, apontando para as pessoas que passavam à nossa frente, carregando sacos e mercadoria, ignorando-nos.
- Estamos na caravela de Vasco da Gama, e estes são os marinheiros, que não nos veem ou ouvem. Somos inexistentes para eles. Dirigimo-nos à Índia. Boa viagem! –
- respondeu o escritor.
Antes de poder responder, uma sombra cobriu o barco, era o Cabo das Tormentas! Imediatamente uma tempestade começou. Mercadoria voava pelo ar, marinheiros caíam à água e caravelas da frota eram engolidas pelo mar. Cheio de medo, agarrei-me a Camões, gritando “Tire-me daqui!”.
De imediato, apareci no meu quarto. Nem quis experienciar o resto da viagem até à Índia, só de imaginar a fome e doenças que enfrentaria. E foi por isso que tirei boa nota a História e nunca mais contradisse um livro.

João Pedro Pinto, 8ºA  



Uma vontade de prata

O livro que lia chamava-se “Vontade de Prata”, estava mesmo a gostar, a apreciá-lo tanto que me imaginei dentro dele…
De repente, decorria o ano 2012, e eu estava com o meu amigo Bernardo a falar do seu  treino e da sua intenção de concorrer aos jogos olímpicos na esperança de ganhar. Incentivei-o e ajudei-o a treinar.
Umas semanas depois, recebi um telefonema do hospital a dizer que o Bernardo tivera um acidente de carro e que estava com as pernas partidas. Tive uma tontura, mas recompus-me e fui ter com ele. Era verdade! Ele estava de cama e já tinha feito a cirurgia, mas estava paralisado da cintura para baixo. Depois de um ano de descanso e fisioterapia, o Bernardo andava de cadeira de rodas e parecia ter talento com aquilo. Sem nenhum professor, aprendeu a manejar a cadeira num instante.
Então, lembrei-me:
-Sabes o que podias fazer?
-O quê?-perguntou.
-Podias ir aos Jogos Paralímpicos!
-Não sei…
-Vá lá! És ótimo na cadeira e ainda tens força nos braços. Com um pouco de treino, consegues.
-É verdade!- concordou- Obrigado!
-Queres ser o meu treinador?- perguntou ele.
-Claro!
E então treinámos durante imenso tempo e, quando chegaram os Jogos, ele estava em ótima forma! Fomos para o estádio. Era enorme! Tinha um campo no meio com equipamentos de provas e à volta uma pista de atletismo. Era imponente e magnífico!
O Bernardo superou todas as provas sem dificuldade e, quando a prova de atletismo chegou, ele estava confiante!
Correu com afinco e, na última volta, estava em primeiro. Eu pensava que ele ia ganhar, mas alguém ultrapassou-o e ficou em segundo. No fim, ganhou a medalha de prata e ficou conhecido pela sua coragem e persistência.
Eu felicitei-o por este feito e senti-me orgulhoso dele.
Quando o ia abraçar, parei! O livro tinha acabado e estava de volta ao meu quarto… Foi uma linda história que eu adorei.
                                                                                                                                         João Vilas Boas, 8º E

Porquê tanto sucesso nas salas de cinema?

“Despicable me 2” ou “Gru- O maldisposto 2”, como é chamado em Portugal, é considerado uma das maiores estreias a nível mundial. O filme foi um grande sucesso e ao fim de uma semana os lucros superaram os custos do mesmo.
De facto, é um filme bem concebido, com bons gráficos, resultando numa comédia hilariante. Todos se conseguem divertir e com todos quero mesmo dizer toda a gente, pois é um filme para todas as idades! Mas porquê? Esta longa-metragem é a continuação de um sucesso anterior e talvez por isso também tenha sentado tanta gente nos bancos do cinema.
Além disso, na versão portuguesa, a dobragem é feita por atores e atrizes muito famosos como, por exemplo, Nicolau Breyner, no papel do vilão Gru, e Rita Blanco, no papel da espia Lucy Wilde. No filme, o amor surge entre os dois protagonistas que vão ter de ultrapassar vários problemas divertidos para poderem ficar juntos.
Por fim, acredito que a grande banda sonora de Pharrell Williams animou muito mais o filme e rapidamente o seu tema “Happy” se tornou um sucesso mundial.
Na minha opinião, a produção de Cris Meledandri e Janet Healy e a direcção de Pierre Coffin e Chris Renaud estão de parabéns! Todos esperamos ansiosos pelo novo filme que está previsto estrear em dezembro de 2014. Acredito que voltará a ser um sucesso e que tornará a contagiar o mundo tal como todos os outros anteriores.

Sara Leitão, 8ºD



Vidas distintas


Na atualidade, levanta-se uma grande questão antagónica “viver na cidade ou no campo?”. Este dilema suscita diversas dúvidas, questões, interrogações que levam a discussões e debates diários sobre o assunto.
No campo, a vida é mais calma e serena. A população vive mais relaxada e tranquila e as pessoas são mais acolhedoras e humildes. O reduzido número de fábricas e carros torna o ambiente campestre mais limpo e saudável, porém, por outro lado, também há algumas condições desfavoráveis como, por exemplo, a falta de tecnologias, a baixa instrução das pessoas campestres e o modo de vida algo antiquado.
Na cidade, as pessoas recorrem mais ao uso das tecnologias, há um maior número de habitantes, mais atividade, mais possibilidade de emprego, mais locais de lazer, como centros comerciais, discotecas, cinemas, entre outros. Contudo, a vida de um citadino não é perfeita, uma vez que estão expostos a muita poluição, há mais stress, confusão e menos convívio.  
Eu prefiro viver na cidade porque é um lugar não só mais ativo, mas também agitado, interativo, emocionante, o que está inteiramente relacionado com o meu ser (social). Tenho também acesso a melhores estudos e a uma maior oportunidade de trabalho no meu futuro.
Apesar de todas as benesses da vivência no meio rural, os jovens da atualidade preferem, sem qualquer sombra de dúvidas, viver na cidade.

Beatriz Melo, 8º E

Campo ou cidade? 


Viver no campo e viver na cidade resulta de uma escolha, às vezes, sem outra opção.
A meu ver, viver no campo é mais saudável. Há mais solidariedade e familiaridade entre as pessoas, porque se conhecem melhor e dispõem de mais tempo para conviverem.
Não se perde tanto tempo em transportes nem com futilidades, como passear em centros comerciais e fazer compras. A alimentação e o ar puro que se respira é também mais saudável.
Por outro lado, na cidade, é  mais fácil obtermos tudo o que precisamos, seja alimentação, vestuário, educação e até a cultura fica mais acessível, tendo em conta que a oferta é grande. Não faltam cinemas, teatros, concertos e bibliotecas. Porém, o que se ganha com isto tudo perde-se na proximidade com as pessoas.
Por tudo o que disse, entendo que o ideal é viver durante a semana no campo e aos fins de semana usufruir do sossego e tranquilidade do campo.

Diogo Silva, 8º E