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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O recuo no tempo imaginado por duas alunas do 9º ano

O Recuo à Pré-História!

         Num domingo, a mãe decidiu que íamos ao museu das máquinas a vapor. Entramos no museu e deparamo-nos com uma senhora gorda, feia e impaciente que serviria de guia ao próximo grupo.

         Começamos por ver os comboios e, de seguida, uma máquina do tempo a vapor. Fiquei completamente fascinada e deixei que o grupo avançasse para poder apreciar de perto esta máquina. Entrei e encontrei inúmeros botões de todas as cores e um ecrã gigante.

         Carreguei num e noutro botão e depois num outro e, só depois de o pressionar, me apercebi que este dizia: START!!! Foi aí que comecei aos saltos, andava de pernas para o ar dentro da máquina. E, quando finalmente esta parou, abri a porta para correr até aos meus pais. Mas não estava no museu, estava na época da pré-história!

         Completamente assustada, quis voltar para a máquina, mas esta desaparecera num abrir e fechar de olhos. Então, comecei a gritar socorro, mas só ouvia sons graves e altíssimos, como se alguém tentasse comunicar através destes.

         Entrei numa tribo, que parecia estar a fazer a dança da chuva. Tentei falar com os nativos, mas estes deixaram-me renegada, devido à aula de dança … era mais o que aquilo parecia!

         Só mais tarde percebi que estes, para comunicarem, ou o faziam arte rupestre nas rochas ou sons, com uma espécie de vuvuzela.

         Três raparigas, quase nuas, empurraram-me para o centro da roda onde dançavam, e, eu sem poder fugir, dancei também! Ou pelo menos tentei imitar alguns dos passos que faziam… pareciam loucas!

         No final, fui até a uma rocha e tentei explicar que eu não fazia parte daquele mundo, aliás, o meu vestuário era o suficiente para se aperceberem disso. No entanto, só depois de algumas tentativas, elas perceberam.

         Assim, quiseram integrar-me na tribo, ensinando-me a fazer fogo com duas rochas, a caçar, a pescar, a apanhar a fruta do topo das árvores…

         Tentei transmitir-lhes uma ideia: que tentassem poupar ao máximo os seus recursos, pois não imaginavam a vida que as esperava! Ensinei-lhes a dizer “olá”, “ obrigado”, e “adeus” !

         Uma noite, apareceu uma luz muito forte, vinda do céu. Corri para lá e apercebi-me que era a minha máquina do tempo.

         Desenhei uma pessoa, que era eu, de seguida, o sinal mais, depois, mais três pessoas, o símbolo igual e um coração! A rocha ficou assim, espero que a tenham visto e percebido minimamente.

         Voltei para a Terra, estava de volta ao museu!

         Aprendi, então, que não é preciso falarmos para ensinarmos aos outros o que sabemos! Conseguimos amigos se quisermos e se estivermos dispostos a isso!

  

Inês Carvalho, 9ºB
3ª Guerra Mundial?
Azul-bebé com manchas brancas, que não eram manchas, mas sim desenhos de pequenas nuvens, era o que eu via, quando me deitava na cama, para pensar e imaginar.
Numa tarde fria de Verão, deitei-me na cama para tentar dormir um pouco, mas aquele teto distraía-me, fazia-me imaginar pequenos unicórnios a saltar de nuvem para nuvem.
Sentia-me calma e relaxada ao pensar naquilo, mas, de repente, ouvi um ruído estranho, algo que nunca tinha ouvido, para além da televisão, pareciam tiros e bombas. Fui à janela e vi o que me parecia ser uma guerra, mas não era apenas uma guerra, aliás, havia bandeiras estranhas, bandeiras que não eram de origem portuguesa.
Bem, posso dizer que, naquele preciso momento, já não me sentia nem calma nem relaxada, mas sim revoltada e assustada, não sabia o que fazer ou o que dizer, então, decidi pensar. Pensei e pensei, até que cheguei à conclusão de que era a 3ª Guerra Mundial.
Fui a correr, escada abaixo, ao encontro da minha mãe, mas não a vi, temi o pior, e o pior era a morte. Como não encontrava a minha mãe, procurei a minha irmã, também não havia sinal da sua existência. Só restava o meu pai. Olhei lá para fora e avistei-o armado a disparar… algo não estava certo.
Foi então que o meu pai veio ter comigo e disse-me algo estranho e fora do contexto:
- A tua mãe e a tua irmã foram ao shopping, queres ir comer um gelado?
- Ao shopping? Mas não estamos em guerra? – perguntei eu bastante intrigada.
- Filha, filha, acorda. Vamos comer um gelado!
Subitamente, vejo, de novo, o azul-bebé com manchas brancas, que não eram manchas, mas sim pequenas nuvens. Afinal fora tudo um sonho, devo ter adormecido enquanto imaginava o pequeno e dócil unicórnio a saltar de nuvem para nuvem.
Lia Gomes, 9º B


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Produção de Textos

Os alunos do 5º ano têm revelado bastante criatividade na produção dos seus textos.

Eis aqui alguns exemplos:

Sinaizinhos


Havia 4 irmãos (não muito parecidos) que adoravam escrever. Um deles era o Ponto Final, muito normal, que não gostava de ser especial. Outro irmão era o Ponto de Interrogação, que nada sabia, e estava sempre a fazer perguntas, como “Que dia é hoje?”, ou “Como se escreve abecedário?”.
   Também havia outro! Era o Ponto de Exclamação. Esse também não sabia fazer mais nada a não ser admirar-se com a sua beleza! Acordava, chegava-se ao espelho e dizia “Ai, Meu Deus! Como sou belo!” ou “Não sabia que era tão bonito!”.
   As mais novas (as trigémeas) eram as reticências, que diziam sempre as coisas ao mesmo tempo e que nunca acabavam o que diziam.
   Um dia, decidiram todos dar um passeio até ao Parque dos Mil Espelhos.
-              Que horas são? – perguntou o Ponto de Interrogação.
-              Acho que não chegou o raspanete de ontem... – disseram as Reticências.
-              Realmente! Sou tão bonito que exageraram nos espelhos para me ver! – afirmou o Ponto de Exclamação.
-              Vocês não têm remédio. Só se importam com os vossos Sinaizinhos vermelhos a bater – queixou-se o Ponto Final.
-              Onde está a toalha? – questionou o Ponto de Interrogação.
-              Eu não me importo com o Sinalzinho! Importo-me com a minha beleza! – gritou o Ponto de Exclamação.
-              Francamente... – disseram as reticências, levando a mão à testa.
Depois de muito falarem sobre os seus problemas, o Ponto Final não hesitou e começou o seu discurso de 90 páginas:
-              Nós somos sinais muito usados, mas não podemos exagerar na nossa utilização. Um problema: o Ponto de Interrogação não faz mais nada, além de nos andar sempre a fazer perguntas. Outro: o Ponto de Exclamação só sabe dizer que é lindo, porém, não é mais bonito que as Reticências. Outro: as Reticências nunca terminam o que dizem. Nós queremos sempre saber mais e não podemos. Não me importo que sejam assim, mas, às vezes, irrita.
-              Olha! As reticências são muito mais feias que eu! O Sinalzinho delas não bate muito bem! – aborreceu-se o Ponto de Exclamação.
-              Alguém viu o mesmo sapo que eu vi? – perguntou, distraído, o Ponto de Interrogação.
-              Já sei. – exclamou o Ponto Final. - Vamos trocar de funções. Eu agora pergunto as coisas e o Ponto de Interrogação declara. O Ponto de Exclamação nunca acabará as frases e as Reticências só se importarão com a beleza!!
-              Não sabemos se conseguimos...É que estamos tão habituadas a não dizer as frases todas...Mas se tem mesmo de ser, vamos ter de colocar gel no cabelo, está tão seco! – riram as Reticências.
   Depois de um dia bem longo no Parque dos Mil Espelhos, desempenharam das suas novas funções. Mas o Ponto de Interrogação (agora Ponto Final), apercebia-se que algo não corria bem. Todos se esforçavam para cumprir a ordem e não desiludir ninguém. Não faziam aquilo por querer, apenas por obrigação. Então, o Ponto de Interrogação lá os chamou para lhes dizer:
-      Bem, estava aqui a apreciar-vos de longe e a ver como se desenrascavam nas novas funções, quando reparei que estava a ser um pouco “difícil” para vocês... Portanto, acho que devíamos voltar ao nossos antigos ofícios. Se calhar, era mais fácil para vocês...
-      Bem visto! Devíamos...quer dizer, o nosso cabelo está todo cheio de pontas espigadas! – hesitaram as Reticências.
-      Viram? Deveriam observar o quão parece difícil estar em novas funções. Aliás, digo-vos mais. O Ponto Final não gostava de vocês como eram e eu não gosto de vocês agora. Cada pessoa deveria ser como quer, não como os outros querem que elas sejam. Mesmo que não gostem de vocês, devem prosseguir com a vossa personalidade de sempre. Quem apoia?
-      Bem...eu se calhar apoio... – disse o Ponto de Exclamação, levantando o braço.
-      Eu também! – disse o Ponto Final.
-      Nós também! – gritaram as Reticências.
-      Então...que horas são? – disse o Ponto de Interrogação.
A partir daí, todos voltaram às suas vidas normais. A lição do Ponto de Interrogação é muito importante para continuarmos as nossas vidas. Não liguemos aos comentários desnecessários dos outros, cada um é como é e como quer ser!



Matilde  Fernandes, 5º A 
 

Bullying

     Há muito, muito tempo, numa pequena vila, vivia uma rapariga chamada Beatriz. A Beatriz era gótica e, por isso, todos os rapazes e raparigas da sua escola troçavam dela. Beatriz não queria contar nada aos pais e, por conseguinte, não comia e andava sempre muito triste e angustiada! Ela tinha o cabelo castanho, muito comprido e sempre despenteado, os seus olhos eram castanhos quase negros, gostava de pintar os lábios e os olhos de preto, e pôr rímel nas pestanas. Era muito magra e alta e usava sempre roupas pretas com uns colares estranhos que eram horrendos e tinham colheres e garfos espetados.
    Aconteceu que, no dia de Carnaval, não se pôde fantasiar de negro porque não queria ser mais gozada. Então, só tinha duas opções: ou não ia ao Carnaval (coisa que ela não queria, porque adorava lançar serpentinas e pregar partidas), ou teria que comprar um fato de fada. Resolveu finalmente comprar o disfarce de fada. Esse fato era verde com um tule e muitos brilhantes. Chegou, então, a hora de se fantasiar: vestiu o vestido, maquilhou-se, pôs pestanas falsas e compridas, colocou uma peruca que tinha comprado com brilhantes e, finalmente, saiu do quarto.
        Claro que a sua mãe Maria João ficaria surpreendida. Esta, de boca aberta, exclamou:
        - Filha, estás um espanto! Porque não te fantasias com o teu fato de bruxa?
        - Quando me lembrei, já tinha comprado esta fantasia!! – respondeu a esconder a razão por não se ter vestido de preto – Mas agora tenho de ir para as aulas. Até logo. Beijos, mãezinha.
        Ao entrar no autocarro pequeno e amarelo que a levava sempre à escola começou-lhe logo mal o dia!!
     - Ah! Ah! Ah! A gótica vestiu-se de fada – disse um rapaz que tinha a alcunha de “O Rufia”.
Durante o dia todo, Beatriz foi gozada, insultada, agredida e excluída de todas as brincadeiras, como o normal. Quando chegou ao recreio, depois das primeiras horas de aula, até as empregadas se riram da sua fatiota.
- Olá, Beatriz, hoje vieste verde como uma alface, ao contrário dos outros dias que pareces uma viúva. Ah! Ah! Ah!
A pobre rapariga chegou a casa, trancou-se no quarto a chorar e nem saiu para o jantar! Chorou e choramingou durante toda a noite.
De manhã, quando acordou, a sua mãe levou-lhe o pequeno - almoço ao quarto e, como de costume, não o quis comer. Maria João, a mãe, desconfiou que algo se passava e perguntou-lhe:
- Filha, o que se passa contigo? Diz-me, por favor.
-Não se passa nada, só não tenho fome! – mentiu – Mãe, hoje podes levar-me à escola, é que estou com sono e não quero ir de autocarro.
- Só se me disseres o que se passa, por favor, sou tua mãe, desabafa comigo.
- É que… É que... É que todos os rapazes e raparigas lá da escola gozam comigo por eu ser gótica, e ontem ainda gozaram mais por me ter disfarçado de fada.
A mãe, zangada, triste e destroçada, pensou, pensou e disse:
- Hoje vou lá à escola falar com o teu diretor de turma!
- Não é preciso, eu resolvo as coisas à minha maneira. E obrigada, mãe, agora que desabafei contigo já me sinto muito melhor e com mais força para superar os meus problemas.
Então, a rapariga vestiu-se, entrou no autocarro e as colegas logo criticaram:
- A Beatriz voltou a parecer uma viúva, já não é nenhuma alface como ontem.
- Ai é, dizem isso mas ao menos tenho roupa em condições, não sou como vocês que compram roupa e depois não têm cuidado e estragam-na a atirarem-se para o chão! – gritou a rapariga.
Todas as pessoas que gozavam, insultavam, agrediam e ofendiam a menina ficaram envergonhadas e, como ficaram a saber que Beatriz agora tinha coragem de enfrentar qualquer coisa, nunca mais gozaram com ela e, a partir daí, foi feliz para o resto da vida.
Concluindo, nunca devemos criticar, insultar, agredir ou ofender alguém!
Carolina Moutinho da Costa, 5ºB

Arco-íris

      Para mim, um arco-íris é um dos fenómenos mais bonitos do mundo. Quando era mais pequena, pensava que as coisas bonitas, como um arco-íris, só existiam em sonhos e em histórias de fantasia, mas, quando vi o meu primeiro, fiquei a saber que isso não era verdade.
        Mesmo sabendo que é impossível, sempre quis tocar com a mão num arco-íris, ou até mesmo escorregar nele como se fosse um escorrega. Infelizmente, isso só aconteceu num sonho que eu tive, que era assim:
 «Era uma vez uma menina muito pobre, chamada Anilorac, que vivia com os seus pais, irmão e avó. Na cidade onde eles habitavam, estava sempre um clima muito bom, mas, na zona onde eles viviam, que se chamava mesmo Pior Zona, só havia calor. Mês após mês, ano após ano, nunca chovia, até que, um dia, finalmente, choveu! No entanto, ao mesmo tempo fazia sol! Anilorac reparou que se estendia um arco de imensas cores! Foi lá e começou a trepar, a trepar…começou a escorregar, aterrando num pote de moedas de ouro! Levou tudo à sua família e contou-lhes a sua aventura.A partir daí, viveram todos felizes e rezaram todas as noites para que aquele milagroso arco colorido surgisse mais vezes.
Quando acordei, achei estranho, por isso, fui ao meu escritório e escrevi o nome Anilorac ao contrário e deu o meu nome: Carolina! Quando abri a janela, apareceu o arco-íris que eu estava destinada a trepar…
Carolina Mota da Costa, 5º A

O terrível labirinto

Há muito, muito tempo, num país muito distante, existia um reino chamado Seltibero. Nesse reino vivia um homem muito feio chamado Gulit. Tinha cara quadrada, nariz amarelo, cabelo de palha… Mas o maior problema dele era que não se podia casar com a mulher que amava. Um dia, sentou-se no sofá e ligou a televisão. Viu um anúncio que falava da existência de um labirinto no meio do mar onde morava um génio que realizava todos os desejos, mas o grande desafio era lá chegar.
Não era tarefa fácil chegar até esse génio! Ninguém o tinha conseguido até àquele momento! No entanto, ali estaria a solução para os seus problemas!
Gulit não perdeu tempo, fez as malas, alugou um quarto num hotel e meteu-se num barco. Quando chegou ao local, colocou as malas no hotel e foi dormir para recuperar as energias para o dia seguinte.
Mal o sol nasceu, dirigiu-se ao terrível labirinto. Era um sítio muito frio e escuro. Ouviam-se uivos de lobos. Sem medo algum, continuou a caminhar e encontrou uma pedra onde dizia: “Puxe a alavanca.”
Curioso como era, não perdeu tempo e puxou a alavanca mas… caiu numa armadilha!
-E agora que faço? – perguntou a si mesmo. 
Pensou, pensou e teve uma ideia que achou brilhante. Como a sua cabeça era quadrada, cortou a armadilha com a ponta da cabeça. Não foi fácil, porém conseguiu.
Libertou-se da armadilha e continuou o seu percurso, contudo foi ter a um rio pantanoso!
- Que azar, agora vou ter de ir a nado! – disse ele. No entanto, para conseguir concretizar os meus desejos, tudo vale a pena!
Nadou 300 metros, quase se enterrou na lama, todavia, quando acabou de nadar, uma luz brilhante iluminou-lhe o resto do caminho. Chegou e viu uma lamparina. Pegou nela e esfregou-a, saindo de lá um génio.
-Génio, quero pedir-te dois desejos: o primeiro é que quero ser bonito e o segundo é que quero que a mulher que eu amo goste de mim! – disse Gulit.
-Como foste o único que se atreveu a chegar até mim, vou conceder-te os teus desejos. – respondeu o génio.
O génio contou até três e os desejos do homem concretizaram-se.
Satisfeito com a sua nova imagem, Gulit voltou à sua terra para conquistar a sua amada.
Passados três anos, Gulit e a sua amada casaram-se!
“Com força de vontade tudo se consegue!”
“Nunca desistas de perseguir os teus sonhos!”
Inês Sofia Coelho Marques, 5ºA  

Um novo planeta descoberto

- A nova nave espacial R1435T da NASA, comandada por um robô, alertou que tinha encontrado um novo planeta. - disse o pai do Miguel à hora do jantar.
O pai do Miguel era cientista da NASA e, naquele dia, tinha feito uma grande descoberta.
O Miguel, que desde pequeno ouvia o pai a falar das suas pesquisas, habituara-se a imaginar como seria a vida noutros planetas, num universo sem fim.
Na manhã seguinte, aquela frase do pai não lhe saía da cabeça. Já no colégio, mal chegou à hora do intervalo, foi falar com o seu amigo João para lhe contar a novidade. O João tinha o mesmo gosto pela ciência e estava sempre pronto para ouvir notícias sobre o universo.
- Descobriram um novo planeta! Sabias, João? – disse entusiasmado o Miguel.
- Não sabia… Explica tudo o que sabes, desde o princípio até ao fim.
- Está bem. O meu pai contou-me que, quando acabaram de montar a nave R1435T, decidiram programar o novo robô RR15 para a pilotar. Já há muito tempo que suspeitavam que existia um planeta perto do Enxame de Hércules.
- Ah, o Enxame de Hércules… No verão eu fui com o meu pai observar astros no telescópio do Monte da Virgem e vi este enxame de estrelas. 
- Pois, estas estrelas são visíveis da Terra. – relembrou o Miguel recordando as vezes que observara aquelas estrelas brilhantes.
- Mas conta... O que descobriu o robô? - perguntou o João.
- A ideia de pôr o robô a pilotar foi por não ser possível um ser humano viajar para tão longe. Eram precisos vários anos de viagem…
O Miguel continuou a contar os pormenores de toda a história e o amigo nem pestanejava, tal era o entusiasmo.
A grande descoberta que o RR15 tinha feito era a existência de um pequeno planeta, muito parecido com a Terra. Havia uma atmosfera rica em oxigénio, o solo era escuro e fértil e a água do planeta não tinha sal, apenas existia água doce.
Os dias foram passando e o João e o Miguel imaginavam se, na realidade, existiria alguma vida neste novo planeta.
No novo planeta, o robô continuou a fazer pesquisas. Um dia, ao analisar no microscópio a água de um rio, descobriu que havia seres vivos minúsculos, em forma de peixe. Um outro dia, ao analisar o solo de uma floresta, viu seres vivos muito parecidos com insetos. Com estas descobertas, o robô RR 15 voltou à Terra com a missão cumprida.
Ao saber destas novidades, o Miguel foi logo contar ao João. Os dois resolveram aproveitar toda esta fantástica história para escrever uma notícia para o jornal do colégio.
Os dois amigos decidiram que, quando fossem adultos, seriam cientistas para fazerem as suas próprias descobertas!
  Luís Ferrinha, 5ºA

Uma aventura no Oceanário

         Tudo começou durante uma visita que fiz ao Oceanário de Lisboa com os meus colegas do 4º ano.
       Durante a visita, as guias explicaram-nos o que os peixes comiam e também nos contaram histórias sobre alguns peixes que lá viviam.
       Após termos tomado uma pequena ceia, fomos dormir junto do aquário onde viviam tubarões, raias e outras espécies de peixes.
      Passado algum tempo, adormeci e sonhei que era um tubarão sorridente que passava o tempo todo a sorrir e só aparecia à noite e, apesar de ser grande, só comia peixes pequeninos. Ao contrário do meu nome, “Sorridente”, eu estava muito triste, porque os outros tubarões não gostavam de mim. O tubarão Martelo, o Branco, o Tigre, o Touro e muitos outros sentiam prazer em assustar e matar os outros peixes e até mesmo pessoas que apanhavam no mar, por exemplo, os surfistas. E eu, sempre que podia, tentava salvar as presas em perigo, muitas vezes, até lutava com os outros tubarões, arriscando a própria vida, mas eles chamavam-me nomes e diziam que eu era um falhado, pois, na opinião deles, um tubarão a sério não podia ser simpático.
No entanto, de repente, enquanto nadava nas águas límpidas do oceano, reparei que havia algo de diferente. Parei e vi que era uma festa que os golfinhos e outras espécies de peixes prepararam. Estava tudo tão bonito que não resisti e aproximei-me. Não podia acreditar, pois aquela linda festa era para mim, para me agradecer tudo o que eu fizera por eles.
          Subitamente, ouvi o cantar do pássaro do mar e acordei, já era manhã e a visita ao oceanário estava prestes a acabar.
          Foi uma aventura inesquecível!
Inês Capela, 5º A       

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Imaginação não falta aos nossos alunos do 5º ano...

Se eu fosse um objecto, seria...

 um pincel


Se eu fosse um objecto, seria um pincel, com o meu longo e entrançado cabelo loiro.
Estava eu no meu quarto, a pintar um quadro.
Chovia, trovejava e as portadas abanavam todas.
De repente, veio uma ventania que abriu a janela e me levou a mim e à tela para o exterior, para o frio. Eu nem tinha levado casaco!
Abri os olhos, meio atordoado, e reparei que estava numa praia deserta, com a tela a meu lado, sem nenhum estrago. Continuei a pintá-la à sombra de uma palmeira cheia de tons de verde e de castanho.
Vi que as conchas, os búzios… estavam a caminhar para mim. Fiquei estupefacto ao ver que eles eram como eu, moviam-se!
Uma concha perguntou-me:
-O que é que tu és? Como é que te chamas?
-Eu sou um pincel. Chamo-me Manel e sou um pintor – respondi.
-Ah… Eu sou a concha Loncha, ele é o búzio Lúcio e estes são os nossos amigos! – disse ela.
-Estás a pintar um quadro muito bonito! – disse um búzio.
-Muito obrigado. – agradeci eu.
Eles conversaram entre eles e disseram:
-Compramos-te o quadro.
-A sério!? – exclamei.
-Sim, compramos-te o quadro por vinte conchas e ainda te oferecemos tinta! – afirmaram eles.
-Que fixe! Obrigado! – agradeci, entusiasmado.
Conversámos com o polvo e ele disse que misturar-se-ia com os corais e com as algas e que iria fazer muiiiiiitttaas tintas.
-Assim, vou poder fazer um quadro desta praia. Ora bem: azul para o céu e para o mar, amarelo para a areia, verde para as palmeiras…
-Ok, já percebemos que vais utilizar muitas cores, mas agora temos uma surpresa para ti. – referiram.
Os meus olhos nem acreditavam no que viam. Eles organizaram uma festa, que durou dia e noite, e o melhor é que eu era o rei da festa!
Arranjei muitos amigos, e com esta excitação toda até mandaram construir um museu no fundo do oceano, cheio de rochas e de cor. Estava muito bonito!
Casei com uma estrela-do-mar e tive muitos, muitos filhotes.


Maria João, 5ºC




 UMA LATA DE COCA-COLA LIGHT


Se eu fosse um objecto, seria uma lata de Coca-cola light. Sim, light, porque eu gosto de estar sempre em forma! Teria três grandes amigos: a lata de Fanta, a lata de Seven Up e a lata de Ice Tea. Viveríamos fresquinhas e juntinhas no frigorífico do bar do Colégio dos Carvalhos. Até que, certo dia, quatro meninos nos comprariam para matar a sua sede.
Assim que terminassem de saborear as suas bebidas, os meninos deitar-nos-iam ao chão sem qualquer preocupação de nos colocarem no ecoponto. Após sermos amassadas por rodas de carros e levarmos muitos pontapés, um dia, muito mais tarde, acordaríamos deste grande horror. Estaríamos numa fantástica loja de bicicletas na Alemanha e perceberíamos que tínhamos ­sido recicladas, fazendo então parte de uma linda bicicleta.
Essa bicicleta seria comprada por um emigrante Italiano que a iria oferecer à sua filha. Assim, faríamos outra pessoa feliz, só com um simples gesto: reciclar!
Reciclar é muito importante, podendo assim dar uma vida nova aos objectos!




                                                                                                               João Filipe Pereira, 5ºC

  UMA BORRACHA


            Se eu fosse um objecto, seria uma borracha e esta  seria a minha história…
            Eu vivia num estojo abandonado dentro de um baú velho que existia no sótão, na casa de um menino chamado Tiago.
            Ora numa noite de trovoada, o pai do Tiago esqueceu-se de fechar a janela do sótão com a pressa de ir jantar e, quando estava a dormir, um trovão atingiu-me.
            No dia seguinte, acordei de manhã e, ao ver os objectos com os olhos fechados, perguntei-lhes:
            - O que se passa, não está assim tanto sol?
            - Pois és mesmo tu, o teu corpo está a brilhar muito! - disse a estante.
            De repente, vi o lápis a chegar, dirigindo-se aos objectos:
            -Trouxe óculos de sol para todos! Com a borracha a brilhar tanto, temos que nos proteger.
            - E nada melhor que uns óculos de sol mais modernos! - exclamou o livro.
            Quando me aproximei do Gaspar, o livro, reparei que todos os sítios por onde eu passava ficavam sem cor.
             No outro dia de manhã, a mãe do Tiago disse à D. Ana, a empregada, para ir dar uma limpadela ao sótão. Ao chegar lá, a D. Ana gritou:
            - AHHHHHHHHHHHHHH!!!!
             O Tiago subiu as escadas a correr  para ver o que se passava e, quando lá chegou, perguntou:
            - O que se passa?
            -Olha, está tudo descolorido...- afirmou a D. Ana.
            -Deixe estar, eu descubro o culpado.- sossegou o Tiago
         Depois de muitas voltas e de longos minutos, o Tiago apercebeu-se que uma coisa brilhava muito, aproximou-se e descobriu que era eu a detentora de tal brilho.
          Pegou em mim, impressionado com o meu brilho e, como não tinha nenhuma borracha, guardou-me dentro da mochila da escola.
            No dia seguinte, na escola, junto dos amigos de Tiago, fiz um “brilharete” com o meu brilho surpreendente.
             O Tiago, após muito pensar, descobriu que eu podia ser utilizada para apagar  as coisas erradas que existem no Mundo.
             Durante uma semana diverti-me imenso com o Tiago e os seus amigos, apagámos a inveja, a maldade, a hipocrisia, entre outros.
             No entanto, após sete dias, a trovoada voltou e eu voltei a ser uma borracha normal, mas com grandes e boas recordações e reparei que o meu amigo tinha adquirido a capacidade de reescrever palavras como Solidariedade e Amizade,  e ia ele, também, viver grandes aventuras.


                                                                                                                            Ana Rita Faria, 5º C