quinta-feira, 14 de junho de 2012

Poemas coletivos


No âmbito do estudo do texto poético, os alunos das cinco turmas do sétimo ano foram convidados a construir um poema coletivo, pondo à prova a sua veia poética…
Entre rimas, versos soltos, muito empenho e imaginação, eis os resultados…

Ser amigo 

Ser amigo é amar,
é ter asas no pensamento,
é voar mais alto sem magoar,
amparar os outros no sofrimento.
É partilhar a lealdade
e um sorriso carinhoso,
para enfrentar a realidade
deste mundo pouco bondoso!

Ser amigo é ser leal,
é ser fiel e real.
Amigo é aquele que está presente,
sempre na tua mente.
Ser amigo é ajudar,
sem nunca ninguém culpar.
É andar à descoberta
de uma porta aberta.
É proteger e dar a mão,
e abrir o coração.

Ser amigo é ser vento…
Ir, mas voltar.
É estar sempre atento
àquilo que nos está a rodear.
Ser amigo é ser sincero e encorajar,
para o outro poder voar.

Ser amigo é amar
sem falsidade,
estimar a verdade!
Ser amigo é plantar
uma floresta florida!
Ser amigo é orientar
no labirinto da vida!...

7º A
O amor

O amor é uma estrela cintilante,
no meio da escuridão,
uma planta que floresce,
num campo de solidão.
O amor é o cântico da vida,
entoado pelo coração.

O amor é uma flor a desabrochar,
uma sensação que não podemos controlar…
Por vezes, é ferida que não sara,
uma guerra que não acaba,
um coração que não para de palpitar!...

O amor é paixão,
alegria, insegurança.
O amor é a sensação
que desperta a confiança.
Chama que afoga a arder
e faz o mundo despertar. 

O amor é um sentimento profundo,
um abraço matinal,
um sorriso colorido.
O amor é um deserto sem fim,
um olhar apaixonado,
uma manhã de cetim,
que me deixa extasiado…
7ºB
Ser feliz é …

Ser feliz é galopar livremente;
correr, brincar, sonhar, sem preocupações;
saltar, rir e acreditar que podemos viver felizes connosco e com o mundo;
aproveitar a vida ao máximo.
Ser feliz é ser amado por um mar de gente;
é viver os nossos sonhos hoje como se o mundo acabasse amanhã;
é ver além do horizonte…

Ser feliz é saborear o doce paladar da vida;
é procurar a companhia dos amigos;
é estar com quem mais gostamos;
é nunca estar sozinho.
Ser feliz é sentirmo-nos bem connosco e ajudar o próximo;
é viver dentro de um sonho maravilhoso e não ter de acordar…

Ser feliz é ter amigos como os meus;
é sentir que alguém gosta de nós;
é ser amado e viver.
Ser feliz é procurar a felicidade e espalhar a alegria;
é não deixar apagar a chama que existe dentro de cada um de nós;
é derrubar muros e barreiras interiores, abolir fronteiras…

Ser feliz é ter um grande amigo ao nosso lado
e poder contar com ele nos momentos mais difíceis;
é partilhar amor, carinho e amizade.
Ser feliz é cantarolar a letra de uma música,
é apregoar a alegria;
é estar orgulhoso de si próprio.
Mas… a felicidade é como o vento… vem e vai…  

7ºC
Sonhar é…

Sonhar é imaginar o indefinido,
voar livremente como um pássaro, na imensidão dos céus,
navegar no mar da imaginação.
É viver num mundo à nossa maneira,
é experimentar uma sensação inigualável.
O sonho faz-nos ir além da realidade e, por vezes, questioná-la;
é puro e ingénuo como as águas cristalinas de um rio.

Sonhar é ser, pensar e criar,
é uma maré de cor, calor e vida.
Sonhar é viver a vida intensamente,
é entrar no mundo interior e imaginar a alegria, 
é flutuar nas águas da criatividade.
O sonho é como um livro aberto transbordante de ideias e pensamentos.

Sonhar é um ato de magia,
é pedra filosofal…
É andar de mão dada com a poesia,
é amar, imaginar com a razão e o coração.
Sonhar é ultrapassar as barreiras do impossível,
viver num paraíso de ideias inesgotáveis.

Sonhar é despertar o nosso inconsciente,
é viajar na nossa mente,
é simplesmente viver… com os sonhos, o mundo avança.
O sonho é a sombra difusa e inconstante da nossa imaginação,
espelho da nossa alma, matéria do nosso eu.
O que nos distingue são os sonhos e o que fazemos para que eles se realizem.

7º D
Ser poeta é…

Ser poeta é voar mais alto nas asas do sonho
É ser maior do que o mar
É saber sonhar…
Ser poeta é ser livre para escrever
É dar vida aos pensamentos e emoções
É ser fonte de inspiração…

Ser poeta é conseguir captar o sorriso das rosas encarnadas
É ser espelho que reflete os sentimentos
É entregar-se de alma e coração à escrita e…
Sentir a harmonia das letras quando se juntam para formar palavras.
Ser poeta é ser caixa de pandora
É viver à margem da realidade…

Ser poeta é ver o mundo de uma maneira diferente
É como estar num universo paralelo
É esconder-se entre palavras, umas vezes belas, outras duras
É dar início a uma tarefa sem fim…
Ser poeta é explodir em sussurros os gritos privados de liberdade.

Ser poeta é ter o mundo nas mãos
É beber da fonte do sonho e atear a chama da imaginação
É conseguir sentir as palavras, fazê-las sorrir e voar
É cavalgar contra a aridez do pensamento e
Construir um novo mundo de sentidos. 

7º E

domingo, 1 de abril de 2012

CONTOS TROCADOS

«Imagina só! A Bruxa Malvada resolveu abanar o livro dos contos e acabou por misturar todas as histórias. Agora a Terra dos Contos está uma confusão...»
Consegues imaginar uma história em que as personagens dos contos estejam misturadas?
Eis aqui algumas sugestões:





CONFUSÃO NA TERRA DOS CONTOS
Num universo paralelo, existe um sítio chamado Terra dos Contos.
É um sítio maravilhoso e tem todos os géneros de histórias, umas engraçadas, outras tristes... Mas há umas semanas, houve um tremor de terra e os contos ficaram todos misturados.
O lobo mau apareceu na história da Rapunzel, a Rapunzel na história da Branca de Neve… O mais impressionante é que a Branca de Neve, com tantos guarda-costas, que são os anões, foi parar à história dos três porquinhos. Como ainda temos um pouco de tempo, vou contar-vos como estavam a correr as coisas por lá há umas semanas atrás.
Os três porquinhos estavam muito diferentes. Tinham-se tornado rufias, pois já não havia Lobo Mau para os assustar. Assim, lá andavam eles a fugir da Branca de Neve e ela bem pedia para que eles lhe devolvessem a maçã, mas eles continuavam a fugir. Bem, certamente que eles não a conheciam, porque ela pode parecer querida, porém, quando a arreliam, ela não é para brincadeiras!
Os três porquinhos andavam a correr lá fora e, de repente, entraram em casa. A Branca de Neve desatou a subir a escada para o telhado. Mesmo assim, os três porquinhos tinham já pronto o caldeirão com água a ferver, no entanto, o que eles não sabiam é que até a Branca de Neve, quando era mais nova, já tinha ouvido os seus contos. Branca de Neve viu uma tábua e cobriu com ela a chaminé. O fumo da fogueira que aquecia o caldeirão espalhou-se pela casa e obrigou os três porquinhos a saírem para a rua, onde Branca de Neve os apanhou.
Mas a história ainda não terminou! Os três porquinhos foram a tribunal, onde o senhor juiz os condenou a três meses de serviço comunitário e, assim, os três porquinhos nunca mais foram rufias!

Rodrigo Pinho, 5ºA

A amizade

          Num lindo dia de primavera, a Capuchinho Vermelho andava a passear pela floresta e encontrou os três porquinhos a fugir dos lobos.
           A menina, ao ver o que se passava, foi pedir ajuda à sua avó e aos seus vizinhos. Eles pegaram nas suas armas e foram ajudar os três porquinhos a apanhar os lobos. Estes ficaram muito gratos pela ajuda que lhes deram.
           A Capuchinho, acompanhada pelos três porquinhos, continuou o seu passeio pela floresta e resolveram parar um pouco para comer qualquer coisa. De repente, repararam numa mulher muito feia que levava um cesto de maças vermelhas. Ela ofereceu-lhes uma maçã a cada um, que eles, muito alegres, comeram de imediato. Passados três minutos, começaram a ficar com sono e adormeceram.
            Entretanto, apareceu a Cinderela que, ao encontrá-los deitados no chão, entrou em pânico, pegou na agulha do seu fuso e espetou-a nos dedos da Capuchinho e dos três porquinhos. Eles acordaram atordoados e a Cinderela resolveu levá-los para o palácio, porque estava preocupada com a segurança dos seus amigos.
         Quando um deles tem um problema, eles juntam-se e gritam como os três Mosqueteiros :um por todos e todos por um!
                                                                                                      Sara Capela, 5ºA
O bosque impossível

Era uma vez uma menina chamada Capuchinho Vermelho. Ela era baixa, magra e com cabelo comprido. Normalmente, tinha as faces rosadas e levava sempre um capucho vermelho. Capuchinho Vermelho estava sempre debruçada à janela, à espera que um milagre acontecesse para melhorar a sua vida.
Certo dia, estava ela na sua janela quando, de repente, a saudaram:
- Olá, linda menina.
-Quem és tu? –  perguntou a Capuchinho Vermelho com um ar muito curioso.
- Calma! Eu sou um génio, estou cá para melhorar a tua vida! Toma este mapa! Vai ao bosque impossível. Cuidado! Ninguém até agora conseguiu entrar naquele bosque.
Capuchinho Vermelho deu voltas e voltas, até que pegou na sua merenda e pôs-se a caminho.
A meio da viagem, encontrou um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete anões.
- Olá, amigos!
- Quem és tu? – perguntaram em coro.
-Sou a Capuchinho Vermelho. Vou a caminho do bosque impossível à procura de um tesouro para tornar a vida melhor. Só que sozinha não consigo! Vêm comigo?
-Pode ser! –  exclamaram.
Continuaram a sua viagem a cantar:
- Eu vou, eu vou, melhorar a vida, eu vou … tarara ti pum, tarara ti pum, eu vou, eu vou, eu vou, eu vou…
Seguiram o caminho… até que chegaram ao local desejado, onde se depararam com uma enorme pedra. Estiveram trinta minutos a tentar mover a pedra, e nada! Mas…
-Olá, pessoal!
Sabem quem era? Era o Pinóquio!
-Porque é que estão com tanto esforço a empurrar essa pedra, quando basta dizer as palavras mágicas?! Abracadabra tiriri…
À medida que as dizia, o nariz dele crescia, crescia, crescia…
- Pinóquio, mentir não é um bom remédio! – declarou a Capuchinho Vermelho.
Para não perderem tempo, continuaram a empurrar, empurrar, empurrar, até que…Pum! A pedra tinha caído.
Mal entraram, foram rodeados por vinte morcegos.
Atravessaram monstros, morcegos… gritando e berrando. Mas, quando deram conta, à frente deles, encontrava-se um enorme rio pantanoso.
-E agora, o que vamos fazer? – perguntaram os sete anões.
-Tive uma ideia! Pinóquio, começa a mentir. – ordenou a Capuchinho Vermelho.
- Está bem! Eu sou feio, nunca minto, não tenho amigos…
Enquanto foi dizendo muitas mentiras, o nariz dele foi crescendo até que fez uma “ ponte”.
- Agora vamos atravessar esta “ ponte”. – disse a Capuchinho Vermelho.
-Ei, calma! Nós levamos a tua merenda, não queremos vê-la estragada!
Atravessaram a ponte com muito cuidado e, por fim, depararam-se com a enorme arca que continha o tesouro. Depois de verem o que estava lá dentro, a Capuchinho Vermelho sugeriu fazer um piquenique.
Aqui entre nós, para a Capuchinho Vermelho, o mais importante não foi o tesouro que vinha na arca, mas sim os amigos que ela arranjou.
A amizade é um bem precioso!
A união faz a força!


Inês Sofia Coelho Marques, 5º A

Os sete anões e a Bruxa Má


    Era uma vez, num lugar longínquo, sete anões que fugiram da história da Branca de Neve e viveram uma grande aventura.
    Cada anão tinha uma cor do arco-íris. O Segunda-feira era violeta, o Terça-feira era azul escuro, o Quarta-feira era verde, o Quinta-feira era verde claro, o Sexta-feira era amarelo, o Sábado era laranja e o Domingo era vermelho.
     Os anões tinham uma inimiga, a Bruxa Má, que só sabia fazer feitiços e causar mal às outras pessoas e a outros seres vivos, como plantas e animais. A única pessoa a quem ela não fazia mal era ao seu corvo de estimação.
      Um dia, a Bruxa Má estava a preparar uma poção! Uma grande poção: tinha patas de morcego, caule de túlipa, pulmão de elefante, moscas mortas, coração de gato e pele de tubarão...
       Depois da gargalhada maléfica, a Bruxa Má disse:
      -Já acabei! Vou pôr aqueles anões irritantes na minha jaula e vou obrigá-los a beber a minha poção malvada que os transformará em pedras.
        Num dia de sol e poucas nuvens, os sete anões estavam em casa a preparar um lanche para um piquenique que resolveram fazer, mas, depois de saírem, foram apanhados pela Bruxa Má. Esta levou-os ao seu covil malvado e tentou obrigar os anões a beberem a poção, porém todos recusaram. Então, como ninguém bebeu, a Bruxa Má começou a fazer algo malvado para os obrigar a beber.
      -Juntem-se todos! Vamos teletransportar-nos para casa com o arco-íris- avisou o Domingo.
     Todos se alinharam como as cores do arco-íris, deram as mãos, teletransportaram-se para casa e transformaram a poção num delicioso sumo de laranja. Por fim, a Bruxa Má nunca mais fez maldades por ter bebido o sumo de laranja!
Diogo Oliveira, 5º A

Unidos, jamais serão vencidos!
            Era uma vez o clube das Histórias que tinha cinco membros: a Capuchinho Vermelho, a Cinderela, o Lobo bom, o Aladin e, por último, mas não menos importante, a Jasmine. Viviam felizes, juntos e sem preocupações. Bem, quase sem preocupações! A Rainha Má estava sempre a provocar desgraças! Por exemplo, tosquiava o lobo, roubava o cestinho à Capuchinho Vermelho... Enfim, eram, às vezes, grandes maldades, mas os amigos, unidos, conseguiam sempre ganhar à Rainha Má.
            Um dia, ouviram trovão e viram um relâmpago no céu a ir em direção a eles. Quando repararam, estava a Capuchinho a andar de tapete voador, o lobo a experimentar o sapato de cristal… A Cinderela entrou em pânico e exclamou:
            -Oh, não! As histórias estão todas trocadas!  
            -Tens razão! – disse o lobo – De certeza que foi a Rainha Má que fez isto. Temos de ir a casa dela!
            -Não podemos! É muito perigoso! Nunca fomos lá! – alertou Jasmine, aflita.
            -Eu sei, Jasmine, mas tem de ser. Todas as outras vezes conseguimos vencer a Rainha porque estávamos unidos. Vamos lá!
            Eles foram a casa da Rainha Má e descobriram que a origem daquele problema fora um abanão no livro de contos, que fizera com que  todas as personagens e letras tivessem ido parar às páginas erradas.  
            -Deve ter sido a Rainha Má que abanou o livro! Vamos levá-lo para casa e colocar todas as personagens e letras no sítio certo! – sugeriu a Capuchinho Vermelho.
            E, todos juntos, conseguiram repor a normalidade!
            Unidos, jamais serão vencidos!
Carolina Costa, 5ºA




terça-feira, 27 de março de 2012

Concurso de Contos


Os alunos do 6º ano aventuraram-se no mundo da escrita e redigiram um conto, tendo por base as opções propostas pelas suas professoras e obedecendo ao regulamento apresentado.
O júri, constituído pelas docentes de Língua Portuguesa do ensino básico, selecionou os três melhores textos: 1º- O sonho da Marta; 2º- A fada e os três feiticeiros; 3º -Uma nova vida.
Parabéns aos vencedores!

 O Sonho da Marta

Marta era uma rapariga lindíssima, que andava sempre com duas tranças compridas e louras. Era muito simpática e curiosa, embora um bocadinho teimosa. Ela vivia com os dois irmãos mais novos, Tiago e Miguel, e com os pais, na aldeia das Maravilhas. Marta sempre aprendera a conviver com o campo, com os animais e com a natureza.

            Certo dia, enquanto passeava junto ao Lago das Ilusões, ouviu alguém que a chamava:

- Marta! Marta! Sou eu, a fada!

            Marta nunca soubera porque se chamava o Lago das Ilusões, mas, mal se voltou para cumprimentar a fada, caiu no chão, desmaiada.

            De repente, apareceu, mesmo à sua frente, um Castanheiro com uma pequena flor que nascia no seu tronco. Marta adorava flores, por isso cheirou-a, mas logo depois se abriu uma porta no Castanheiro de onde saíram um gnomo gorducho, com cerca de um palmo de altura, e um grande livro encarnado.

            - Ai, a minha cabeça! – queixou-se o gnomo.

            - Quem és tu? O que fazes aqui? – inquiriu ela.

            - Eu sou o gnomo Gnomês. E tu?

            - Olá! Eu chamo-me Marta e não sei como vim aqui parar.

            - Pois eu também não sei como vieste, mas já que aqui estás, podias ajudar-me a colocar as palavras que estão neste livro, no lugar correto.

            A Marta abriu o livro e reparou que elas estavam todas por ordem alfabética e por isso não compreendia o que o seu amigo queria que ela fizesse. Então, ele explicou-lhe que aquelas palavras eram valores, como a amizade, o amor, a igualdade e a verdade e que ela tinha que percorrer o mundo para as colocar no devido lugar.

            Ela partiu à aventura e colocou a amizade junto das crianças que estão sempre a lutar na escola, o amor junto dos casais, a igualdade junto das pessoas de África, a verdade junto dos mentirosos…
            Concluída a tarefa, regressou ao misterioso lugar, onde se encontrava o seu amigo gnomo, ansioso que ela chegasse.

            - Pronto, já está! Mas… - admirou-se ela.

            Olhou para o livro e reparou que se tinha esquecido do valor beleza. Ia a pegar na palavra, quando tropeçou numa pedra e bateu com a cabeça no chão.
            Acordou junto ao Lago das Ilusões, entendendo agora o significado do seu nome e recordando-se que se esquecera de colocar a beleza no seu lugar. Mas, entretanto, lembrou-se que o gnomo conseguiria colocar aquele valor no seu lugar, pondo-o no misterioso lugar onde se encontrava, transformando-o numa floresta encantada.

            Por isso, Marta ficou muito orgulhosa de si mesma, porque, mesmo tendo sido um sonho, para ela, foi mais do que isso. Na realidade, foi mudar o mundo para melhor e mais justo, ajudando quem mais precisava e distribuindo os valores pelo mundo.
              E, assim, a Marta viveu mais feliz!

Maria João Vilaça, 6º C
A fada e os três feiticeiros

Adicionar legenda

Em tempos muito antigos, vivia numa grande floresta uma fada chamada Mil Cores. Chamaram-na assim, pois as suas asas eram repletas de muitas e variadas cores, que brilhavam ao sol.
A fada Mil Cores adorava a sua floresta natal. Era maravilhosa! As árvores, entrelaçando as suas copas com as vizinhas do lado, criavam uma penumbra fresca e aconchegante. Os riachos eram tão límpidos que se podia ver o fundo!
            Um dia, aconteceu que, estando a fada empoleirada no ramo de um carvalho perto da sua casa, ouviu o som de uma trompa e cascos batendo no chão. Como era muito curiosa, espreitou por entre a folhagem e ficou deslumbrada! Um cortejo de caçadores passava, cavalgando. Mas o olhar da fada ficou preso ao cavaleiro que vinha em primeiro lugar. Tinha cabelo louro, olhos azuis e era muito alto e forte. Percebia-se que era príncipe.
A fada, que nunca antes vira um humano, apaixonou-se e não deixou de o fitar até que o último cavaleiro desapareceu de vista.
A princípio, Mil Cores apenas pensava em segui-lo, mas, de repente, pensou: «Eu sou uma fada. Não sou igual a ele.»
Depois de várias tentativas para resolver o seu dilema, Mil Cores encontrou a solução: iria ter com os três feiticeiros mais poderosos da floresta – o feiticeiro da terra, o feiticeiro da luz e o feiticeiro do ar. Um deles deveria poder ajudá-la!
E assim foi. A pequena fada voou pela floresta até encontrar a gruta do feiticeiro do ar. Por sorte, o dono estava em casa e escutou atentamente o pedido da Mil Cores:
- E é por isso que te vim procurar. Talvez consigas tornar-me humana…
- Vou tentar, mas não te prometo nada – disse o velho coçando a barba - preciso da minha varinha. Segue-me – ordenou o mago.
  Dentro da gruta, este preparou uma poção que verteu sobre a sua varinha. Depois, pronunciou as palavras mágicas e Mil Cores fechou os olhos…contudo, quando os abriu, não era humana, mas sim uma nuvem! Os poderes do mágico, sendo do ar, nada podiam fazer por Mil Cores. O feiticeiro retomou a imagem da fada e desejou-lhe boa sorte. O mesmo se passou com o feiticeiro da luz, que apenas a conseguiu transformar num raio de sol.Mil Cores despediu-se dele, pensando: «O feiticeiro da terra é a minha última hipótese!»
  A gruta do terceiro feiticeiro era muito bonita, da mesma maneira que o mago era muito alegre. Mais uma vez a fada explicou o que desejava e o feitiço desta vez… resultou! Mil Cores estava felicíssima! Agora, era humana e o cavaleiro já a veria com outros olhos! Agradeceu ao feiticeiro da terra, que ainda lhe ofereceu um cavalo para ela ir mais depressa ao encontro do príncipe.
  A seguinte fase do plano de Mil Cores não foi difícil, pois também o príncipe gostou muito dela e, em breve, se tornaram inseparáveis!
  Poucos dias depois, realizou-se o casamento e, ao lado de Mil Cores, estava o seu amigo feiticeiro que a tinha ajudado a concretizar o seu sonho.
Lia Inês Noga, 6º C
Uma nova vida
            Era uma vez uma velha muito velha e muito má.
    Já fazia maldades há tanto tempo que já tinha feito mais maldades do que os dias de vida que tinha.
            Ninguém gostava dela e, sempre que passava na rua, as pessoas jovens, adultas ou até outras velhas, diziam:
            - Lá vai a velha mais velha e mais maldosa do planeta!
            E ela, a todos respondia:
            - Ainda não viram nada! Esperem pela próxima e verão o que vos faço! – e ria-se às gargalhadas.
            As suas maldades eram as mais variadas: partir vidros das casas, abrir as cercas dos animais, roubar os melhores frutos e legumes aos vizinhos, tirar o lanche às crianças que iam para a escola, atirar terra à roupa lavada que estava a secar nas cordas…
            A aldeia já estava tão farta das partidas da velha que os aldeões decidiram fazer uma reunião para resolver o problema.
            Conversaram durante muito tempo, sem chegar a conclusão nenhuma, até que o menino mais novo da aldeia, que tinha apenas onze anos, disse:
            - E porque é que nós não lhe pregamos as mesmas partidas que ela nos tem feito a nós? Assim, pode ser que ela aprenda uma lição.
            Os adultos acharam uma excelente ideia e ficaram a noite toda a combinar os pormenores para “tramar a velha”.
            Logo na manhã seguinte, muito cedo, um dos aldeões abriu a porta do galinheiro da velha, as galinhas entraram na horta e comeram os legumes que estavam plantados.
            Outro aldeão esperou que a velha estendesse a roupa lavada para, logo a seguir, a sujar toda com terra.
            A velha, já muito zangada com o que lhe tinha sucedido nesse dia, resolveu sair de casa para ir roubar o seu almoço, que era o lanche das crianças. Só que, mais uma vez, as coisas não lhe correram bem porque todas as crianças iam para a escola acompanhadas pelos seus pais.
            Cheia de fome, foi para casa e, quando chegou, viu que tinha todos os vidros das janelas partidos.
            A velha sentiu na pele as maldades que costumava fazer aos outros. Chorou, arrependeu-se e jurou nunca mais voltar a pregar partidas nem a fazer maldades.
            Aos poucos, a velha foi conquistando a amizade dos outros e viveu muito mais feliz o resto da sua vida.
Pedro Sá,  6º E

segunda-feira, 5 de março de 2012

SEMANA DA LEITURA de 5 A 9 DE MARÇO

               Promover a leitura é um dos objetivos que norteiam o ensino do português, língua materna.

                É importante que os nossos alunos gostem de ler. A leitura deverá constituir um momento de prazer, quer na fruição momentânea, quer no reconhecer futuro dos benefícios resultantes ao nível do desenvolvimento de outras competências.

                O poema narrativo, que se segue, de Vasco Graça Moura ilustra o envolvimento do leitor que é «puxado para dentro do texto» e, inebriado pela imaginação, dele se recusa a sair…

Quatro crianças estavam na praia, sentadas junto às rochas, e tinham um livro no colo. Um cão andava por ali como que a observar o que as crianças faziam; um guarda passou por perto. O mar estava muito azul. Enquanto liam, os meninos sentiam-se os protagonistas das histórias contadas de onde não conseguiam sair; não queriam regressar ao mundo onde não é possível "brincar"; queriam continuar a ler, mesmo que a leitura implicasse muito esforço e, assim, continuaram até à hora do lanche.



biblioteca itinerante

quatro crianças de chapéu de palha

e bibe curto às risquinhas, e livro aberto no colo,

junto às rochas, na praia, e um cão, mas esse era analfabeto de certeza,

a espreitar a cena,

e uma praça da guarda que ia

a passar por ali, na pasmaceira,

mesmo a propósito,

enquanto o mar parecia absolutamente

pintado a tinta muito azul.



a história pode começar assim,

por ser a dos meninos que, nas páginas abertas,

iam a caminho da floresta e se enfronharam

em tanta vegetação mágica, ou a dos meninos

que escorregaram por um buraco encantado abaixo

e não conseguiam sair de lá,

nem queriam,

 ou a dos meninos que, na correria,

jogando à bola, à macaca, à cabra-cega,

aos piratas, aos polícias e ladrões,

e a tantas outras coisas a que jogam os meninos

e as meninas, por exemplo, apanhar conchas

mesmo que só na imaginação, se perderam no mundo

que não brinca.



primeiro foi o cão.

ladrou, ergueu a pata, pôs-se

à frente deles, a dar à cauda muito contente, e quis

ajudá-los a encontrarem uma saída, mas

desorientou-se facilmente,

por ser ainda cachorrinho e estar

há muito pouco tempo nesta história.

deu-se o caso de passar

segunda vez o guarda. mas o guarda,

que não era da terra e não sabia

nada de crianças, nem consta que

tivesse biblioteca, voltou para o quartel

sem dizer nada a ninguém,

porque achou que não podia fazer nada.



já era de esperar, o sol ia alto.

quatro meninos assim,

de chapéu de palha e bibe curto às risquinhas,

entre a sombra do rochedo e a areia

tão brilhante que até fazia mal à vista,

de livro aberto no colo e vozes

argentinas, tinham de descobrir

o caminho, mesmo com esforço, mesmo

muito devagar, mesmo que a aragem quisesse

voltar as folhas mais depressa do que eles,

empurrando-as como as pás de um catavento,

num sobressalto de palavras e de imagens coloridas,

soletrando aplicados cada página,

até à hora da merenda.





Vasco Graça Moura,

Poemas com Pessoas, Livros Quetzal