terça-feira, 27 de março de 2012

Concurso de Contos


Os alunos do 6º ano aventuraram-se no mundo da escrita e redigiram um conto, tendo por base as opções propostas pelas suas professoras e obedecendo ao regulamento apresentado.
O júri, constituído pelas docentes de Língua Portuguesa do ensino básico, selecionou os três melhores textos: 1º- O sonho da Marta; 2º- A fada e os três feiticeiros; 3º -Uma nova vida.
Parabéns aos vencedores!

 O Sonho da Marta

Marta era uma rapariga lindíssima, que andava sempre com duas tranças compridas e louras. Era muito simpática e curiosa, embora um bocadinho teimosa. Ela vivia com os dois irmãos mais novos, Tiago e Miguel, e com os pais, na aldeia das Maravilhas. Marta sempre aprendera a conviver com o campo, com os animais e com a natureza.

            Certo dia, enquanto passeava junto ao Lago das Ilusões, ouviu alguém que a chamava:

- Marta! Marta! Sou eu, a fada!

            Marta nunca soubera porque se chamava o Lago das Ilusões, mas, mal se voltou para cumprimentar a fada, caiu no chão, desmaiada.

            De repente, apareceu, mesmo à sua frente, um Castanheiro com uma pequena flor que nascia no seu tronco. Marta adorava flores, por isso cheirou-a, mas logo depois se abriu uma porta no Castanheiro de onde saíram um gnomo gorducho, com cerca de um palmo de altura, e um grande livro encarnado.

            - Ai, a minha cabeça! – queixou-se o gnomo.

            - Quem és tu? O que fazes aqui? – inquiriu ela.

            - Eu sou o gnomo Gnomês. E tu?

            - Olá! Eu chamo-me Marta e não sei como vim aqui parar.

            - Pois eu também não sei como vieste, mas já que aqui estás, podias ajudar-me a colocar as palavras que estão neste livro, no lugar correto.

            A Marta abriu o livro e reparou que elas estavam todas por ordem alfabética e por isso não compreendia o que o seu amigo queria que ela fizesse. Então, ele explicou-lhe que aquelas palavras eram valores, como a amizade, o amor, a igualdade e a verdade e que ela tinha que percorrer o mundo para as colocar no devido lugar.

            Ela partiu à aventura e colocou a amizade junto das crianças que estão sempre a lutar na escola, o amor junto dos casais, a igualdade junto das pessoas de África, a verdade junto dos mentirosos…
            Concluída a tarefa, regressou ao misterioso lugar, onde se encontrava o seu amigo gnomo, ansioso que ela chegasse.

            - Pronto, já está! Mas… - admirou-se ela.

            Olhou para o livro e reparou que se tinha esquecido do valor beleza. Ia a pegar na palavra, quando tropeçou numa pedra e bateu com a cabeça no chão.
            Acordou junto ao Lago das Ilusões, entendendo agora o significado do seu nome e recordando-se que se esquecera de colocar a beleza no seu lugar. Mas, entretanto, lembrou-se que o gnomo conseguiria colocar aquele valor no seu lugar, pondo-o no misterioso lugar onde se encontrava, transformando-o numa floresta encantada.

            Por isso, Marta ficou muito orgulhosa de si mesma, porque, mesmo tendo sido um sonho, para ela, foi mais do que isso. Na realidade, foi mudar o mundo para melhor e mais justo, ajudando quem mais precisava e distribuindo os valores pelo mundo.
              E, assim, a Marta viveu mais feliz!

Maria João Vilaça, 6º C
A fada e os três feiticeiros

Adicionar legenda

Em tempos muito antigos, vivia numa grande floresta uma fada chamada Mil Cores. Chamaram-na assim, pois as suas asas eram repletas de muitas e variadas cores, que brilhavam ao sol.
A fada Mil Cores adorava a sua floresta natal. Era maravilhosa! As árvores, entrelaçando as suas copas com as vizinhas do lado, criavam uma penumbra fresca e aconchegante. Os riachos eram tão límpidos que se podia ver o fundo!
            Um dia, aconteceu que, estando a fada empoleirada no ramo de um carvalho perto da sua casa, ouviu o som de uma trompa e cascos batendo no chão. Como era muito curiosa, espreitou por entre a folhagem e ficou deslumbrada! Um cortejo de caçadores passava, cavalgando. Mas o olhar da fada ficou preso ao cavaleiro que vinha em primeiro lugar. Tinha cabelo louro, olhos azuis e era muito alto e forte. Percebia-se que era príncipe.
A fada, que nunca antes vira um humano, apaixonou-se e não deixou de o fitar até que o último cavaleiro desapareceu de vista.
A princípio, Mil Cores apenas pensava em segui-lo, mas, de repente, pensou: «Eu sou uma fada. Não sou igual a ele.»
Depois de várias tentativas para resolver o seu dilema, Mil Cores encontrou a solução: iria ter com os três feiticeiros mais poderosos da floresta – o feiticeiro da terra, o feiticeiro da luz e o feiticeiro do ar. Um deles deveria poder ajudá-la!
E assim foi. A pequena fada voou pela floresta até encontrar a gruta do feiticeiro do ar. Por sorte, o dono estava em casa e escutou atentamente o pedido da Mil Cores:
- E é por isso que te vim procurar. Talvez consigas tornar-me humana…
- Vou tentar, mas não te prometo nada – disse o velho coçando a barba - preciso da minha varinha. Segue-me – ordenou o mago.
  Dentro da gruta, este preparou uma poção que verteu sobre a sua varinha. Depois, pronunciou as palavras mágicas e Mil Cores fechou os olhos…contudo, quando os abriu, não era humana, mas sim uma nuvem! Os poderes do mágico, sendo do ar, nada podiam fazer por Mil Cores. O feiticeiro retomou a imagem da fada e desejou-lhe boa sorte. O mesmo se passou com o feiticeiro da luz, que apenas a conseguiu transformar num raio de sol.Mil Cores despediu-se dele, pensando: «O feiticeiro da terra é a minha última hipótese!»
  A gruta do terceiro feiticeiro era muito bonita, da mesma maneira que o mago era muito alegre. Mais uma vez a fada explicou o que desejava e o feitiço desta vez… resultou! Mil Cores estava felicíssima! Agora, era humana e o cavaleiro já a veria com outros olhos! Agradeceu ao feiticeiro da terra, que ainda lhe ofereceu um cavalo para ela ir mais depressa ao encontro do príncipe.
  A seguinte fase do plano de Mil Cores não foi difícil, pois também o príncipe gostou muito dela e, em breve, se tornaram inseparáveis!
  Poucos dias depois, realizou-se o casamento e, ao lado de Mil Cores, estava o seu amigo feiticeiro que a tinha ajudado a concretizar o seu sonho.
Lia Inês Noga, 6º C
Uma nova vida
            Era uma vez uma velha muito velha e muito má.
    Já fazia maldades há tanto tempo que já tinha feito mais maldades do que os dias de vida que tinha.
            Ninguém gostava dela e, sempre que passava na rua, as pessoas jovens, adultas ou até outras velhas, diziam:
            - Lá vai a velha mais velha e mais maldosa do planeta!
            E ela, a todos respondia:
            - Ainda não viram nada! Esperem pela próxima e verão o que vos faço! – e ria-se às gargalhadas.
            As suas maldades eram as mais variadas: partir vidros das casas, abrir as cercas dos animais, roubar os melhores frutos e legumes aos vizinhos, tirar o lanche às crianças que iam para a escola, atirar terra à roupa lavada que estava a secar nas cordas…
            A aldeia já estava tão farta das partidas da velha que os aldeões decidiram fazer uma reunião para resolver o problema.
            Conversaram durante muito tempo, sem chegar a conclusão nenhuma, até que o menino mais novo da aldeia, que tinha apenas onze anos, disse:
            - E porque é que nós não lhe pregamos as mesmas partidas que ela nos tem feito a nós? Assim, pode ser que ela aprenda uma lição.
            Os adultos acharam uma excelente ideia e ficaram a noite toda a combinar os pormenores para “tramar a velha”.
            Logo na manhã seguinte, muito cedo, um dos aldeões abriu a porta do galinheiro da velha, as galinhas entraram na horta e comeram os legumes que estavam plantados.
            Outro aldeão esperou que a velha estendesse a roupa lavada para, logo a seguir, a sujar toda com terra.
            A velha, já muito zangada com o que lhe tinha sucedido nesse dia, resolveu sair de casa para ir roubar o seu almoço, que era o lanche das crianças. Só que, mais uma vez, as coisas não lhe correram bem porque todas as crianças iam para a escola acompanhadas pelos seus pais.
            Cheia de fome, foi para casa e, quando chegou, viu que tinha todos os vidros das janelas partidos.
            A velha sentiu na pele as maldades que costumava fazer aos outros. Chorou, arrependeu-se e jurou nunca mais voltar a pregar partidas nem a fazer maldades.
            Aos poucos, a velha foi conquistando a amizade dos outros e viveu muito mais feliz o resto da sua vida.
Pedro Sá,  6º E

segunda-feira, 5 de março de 2012

SEMANA DA LEITURA de 5 A 9 DE MARÇO

               Promover a leitura é um dos objetivos que norteiam o ensino do português, língua materna.

                É importante que os nossos alunos gostem de ler. A leitura deverá constituir um momento de prazer, quer na fruição momentânea, quer no reconhecer futuro dos benefícios resultantes ao nível do desenvolvimento de outras competências.

                O poema narrativo, que se segue, de Vasco Graça Moura ilustra o envolvimento do leitor que é «puxado para dentro do texto» e, inebriado pela imaginação, dele se recusa a sair…

Quatro crianças estavam na praia, sentadas junto às rochas, e tinham um livro no colo. Um cão andava por ali como que a observar o que as crianças faziam; um guarda passou por perto. O mar estava muito azul. Enquanto liam, os meninos sentiam-se os protagonistas das histórias contadas de onde não conseguiam sair; não queriam regressar ao mundo onde não é possível "brincar"; queriam continuar a ler, mesmo que a leitura implicasse muito esforço e, assim, continuaram até à hora do lanche.



biblioteca itinerante

quatro crianças de chapéu de palha

e bibe curto às risquinhas, e livro aberto no colo,

junto às rochas, na praia, e um cão, mas esse era analfabeto de certeza,

a espreitar a cena,

e uma praça da guarda que ia

a passar por ali, na pasmaceira,

mesmo a propósito,

enquanto o mar parecia absolutamente

pintado a tinta muito azul.



a história pode começar assim,

por ser a dos meninos que, nas páginas abertas,

iam a caminho da floresta e se enfronharam

em tanta vegetação mágica, ou a dos meninos

que escorregaram por um buraco encantado abaixo

e não conseguiam sair de lá,

nem queriam,

 ou a dos meninos que, na correria,

jogando à bola, à macaca, à cabra-cega,

aos piratas, aos polícias e ladrões,

e a tantas outras coisas a que jogam os meninos

e as meninas, por exemplo, apanhar conchas

mesmo que só na imaginação, se perderam no mundo

que não brinca.



primeiro foi o cão.

ladrou, ergueu a pata, pôs-se

à frente deles, a dar à cauda muito contente, e quis

ajudá-los a encontrarem uma saída, mas

desorientou-se facilmente,

por ser ainda cachorrinho e estar

há muito pouco tempo nesta história.

deu-se o caso de passar

segunda vez o guarda. mas o guarda,

que não era da terra e não sabia

nada de crianças, nem consta que

tivesse biblioteca, voltou para o quartel

sem dizer nada a ninguém,

porque achou que não podia fazer nada.



já era de esperar, o sol ia alto.

quatro meninos assim,

de chapéu de palha e bibe curto às risquinhas,

entre a sombra do rochedo e a areia

tão brilhante que até fazia mal à vista,

de livro aberto no colo e vozes

argentinas, tinham de descobrir

o caminho, mesmo com esforço, mesmo

muito devagar, mesmo que a aragem quisesse

voltar as folhas mais depressa do que eles,

empurrando-as como as pás de um catavento,

num sobressalto de palavras e de imagens coloridas,

soletrando aplicados cada página,

até à hora da merenda.





Vasco Graça Moura,

Poemas com Pessoas, Livros Quetzal

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O recuo no tempo imaginado por duas alunas do 9º ano

O Recuo à Pré-História!

         Num domingo, a mãe decidiu que íamos ao museu das máquinas a vapor. Entramos no museu e deparamo-nos com uma senhora gorda, feia e impaciente que serviria de guia ao próximo grupo.

         Começamos por ver os comboios e, de seguida, uma máquina do tempo a vapor. Fiquei completamente fascinada e deixei que o grupo avançasse para poder apreciar de perto esta máquina. Entrei e encontrei inúmeros botões de todas as cores e um ecrã gigante.

         Carreguei num e noutro botão e depois num outro e, só depois de o pressionar, me apercebi que este dizia: START!!! Foi aí que comecei aos saltos, andava de pernas para o ar dentro da máquina. E, quando finalmente esta parou, abri a porta para correr até aos meus pais. Mas não estava no museu, estava na época da pré-história!

         Completamente assustada, quis voltar para a máquina, mas esta desaparecera num abrir e fechar de olhos. Então, comecei a gritar socorro, mas só ouvia sons graves e altíssimos, como se alguém tentasse comunicar através destes.

         Entrei numa tribo, que parecia estar a fazer a dança da chuva. Tentei falar com os nativos, mas estes deixaram-me renegada, devido à aula de dança … era mais o que aquilo parecia!

         Só mais tarde percebi que estes, para comunicarem, ou o faziam arte rupestre nas rochas ou sons, com uma espécie de vuvuzela.

         Três raparigas, quase nuas, empurraram-me para o centro da roda onde dançavam, e, eu sem poder fugir, dancei também! Ou pelo menos tentei imitar alguns dos passos que faziam… pareciam loucas!

         No final, fui até a uma rocha e tentei explicar que eu não fazia parte daquele mundo, aliás, o meu vestuário era o suficiente para se aperceberem disso. No entanto, só depois de algumas tentativas, elas perceberam.

         Assim, quiseram integrar-me na tribo, ensinando-me a fazer fogo com duas rochas, a caçar, a pescar, a apanhar a fruta do topo das árvores…

         Tentei transmitir-lhes uma ideia: que tentassem poupar ao máximo os seus recursos, pois não imaginavam a vida que as esperava! Ensinei-lhes a dizer “olá”, “ obrigado”, e “adeus” !

         Uma noite, apareceu uma luz muito forte, vinda do céu. Corri para lá e apercebi-me que era a minha máquina do tempo.

         Desenhei uma pessoa, que era eu, de seguida, o sinal mais, depois, mais três pessoas, o símbolo igual e um coração! A rocha ficou assim, espero que a tenham visto e percebido minimamente.

         Voltei para a Terra, estava de volta ao museu!

         Aprendi, então, que não é preciso falarmos para ensinarmos aos outros o que sabemos! Conseguimos amigos se quisermos e se estivermos dispostos a isso!

  

Inês Carvalho, 9ºB
3ª Guerra Mundial?
Azul-bebé com manchas brancas, que não eram manchas, mas sim desenhos de pequenas nuvens, era o que eu via, quando me deitava na cama, para pensar e imaginar.
Numa tarde fria de Verão, deitei-me na cama para tentar dormir um pouco, mas aquele teto distraía-me, fazia-me imaginar pequenos unicórnios a saltar de nuvem para nuvem.
Sentia-me calma e relaxada ao pensar naquilo, mas, de repente, ouvi um ruído estranho, algo que nunca tinha ouvido, para além da televisão, pareciam tiros e bombas. Fui à janela e vi o que me parecia ser uma guerra, mas não era apenas uma guerra, aliás, havia bandeiras estranhas, bandeiras que não eram de origem portuguesa.
Bem, posso dizer que, naquele preciso momento, já não me sentia nem calma nem relaxada, mas sim revoltada e assustada, não sabia o que fazer ou o que dizer, então, decidi pensar. Pensei e pensei, até que cheguei à conclusão de que era a 3ª Guerra Mundial.
Fui a correr, escada abaixo, ao encontro da minha mãe, mas não a vi, temi o pior, e o pior era a morte. Como não encontrava a minha mãe, procurei a minha irmã, também não havia sinal da sua existência. Só restava o meu pai. Olhei lá para fora e avistei-o armado a disparar… algo não estava certo.
Foi então que o meu pai veio ter comigo e disse-me algo estranho e fora do contexto:
- A tua mãe e a tua irmã foram ao shopping, queres ir comer um gelado?
- Ao shopping? Mas não estamos em guerra? – perguntei eu bastante intrigada.
- Filha, filha, acorda. Vamos comer um gelado!
Subitamente, vejo, de novo, o azul-bebé com manchas brancas, que não eram manchas, mas sim pequenas nuvens. Afinal fora tudo um sonho, devo ter adormecido enquanto imaginava o pequeno e dócil unicórnio a saltar de nuvem para nuvem.
Lia Gomes, 9º B


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal

Qual o verdadeiro significado do Natal?
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
(…)

                              Fernando Pessoa


Natal
O Natal é sempre uma grande festa! No entanto, nas épocas mais recentes tem-se perdido o verdadeiro espírito de Natal. Todos só pensamos em compras, presentes, festa, comida, etc… e tendemos a esquecer-nos que, se Jesus nasceu numa manjedoura, foi para nos ensinar que a simplicidade faz parte do nosso caminho e que deve ser o maior dos nossos valores.
Ele recebeu ouro que simboliza a amizade e o amor. Recebeu incenso e mirra que significam que a vida também tem o seu perfume, mesmo quando estamos fechados a tudo ao nosso redor.
Ao festejarmos o nascimento de Cristo, deveríamos esquecer-nos um pouco de nós e focarmos mais a nossa atenção naqueles que não podem festejar o verdadeiro Natal: os pobres; os enfermos; os que não têm família, os que passam fome…
Natal é a festa do amor! Do amor de Deus ao mundo, do amor dos homens para com o próximo. Nesta quadra de paz, espero que todos nós que, no fundo, temos “tudo”, pensemos realmente mais nos outros e possamos fazer do Natal deles um pouco mais Natal.
Comer é bom, cantar é bom, dar e receber presentes também é bom... porém, fazer o bem ao próximo é, com certeza, mais enriquecedor!
Um Feliz Natal para todos que têm “tudo” e para os outros, muitos, que têm tão pouco!
Sofia Silva, 7ºA

Natal



Para mim, o Natal é tempo de alegria, família, convívio, paz, amor e, sobretudo, perdão.

O Natal, hoje em dia, é mais apreciado pelos bens materiais do que espirituais e, assim, o verdadeiro sentido de Natal vai aos poucos sendo esquecido, ultrapassado.

O Natal deve ser uma época em que se pratica o bem e se perdoam certas maldades! É preciso tornar este mundo num local mais aconchegante, fervilhante de sentimentos, valores e emoções!

Mas, se queremos um mundo melhor, é claro que temos de fazer por isso, porque este não pode ser «comprado», por isso temos de recorrer aos nossos sentimentos! Para tal, devemos procurar a receita ideal para construirmos um Natal perfeito: amor, indispensável ao Natal; solidariedade, o valor principal desta época; alegria, que dá a esta época um toque de convívio e brincadeira; família, pois sem ela praticamente não existiria Natal; perdão, que nos ensina a perdoar os outros e assim eles perdoar-nos-ão a nós; paz, que suaviza o Natal e o torna mais tranquilo…    

Se agirmos segundo estes valores, a palavra «Natal» começará a fazer sentido!

    Diogo Duarte, 7º B



 
Porto, 23 de dezembro de 2011

Querida Maria,

O Natal está quase a entrar pelas portas de nossa casa e de todo o mundo.

Sabes, é no Natal que eu me sinto mais alegre, otimista, confiante e muito positiva!

Para mim, o Natal significa paz e harmonia, um momento de esperança, uma vez que também estou com as pessoas de quem mais gosto.

Espero que, neste Natal, corra tudo bem, como nos anos anteriores.

O Natal é a época em que devemos ser ainda mais solidários para com os outros, mas também sinto que as pessoas ficam mais alegres, apoiam-se e encaram a vida com outro olhar, outra forma de viver a vida.

É a época em que os meus olhos parecem que estão sempre a brilhar pelo facto de estar com a minha família, os meus amigos, basicamente, as pessoas que me rodeiam e incentivam e que estão sempre ao meu lado nos bons e maus momentos.

Acho que não só recebo felicidade, mas também consigo passar esta felicidade que tenho dentro de mim a outras pessoas que me rodeiam.

O que eu estou a escrever pode ser muito utópico, pois, infelizmente, nos dias que correm, há muitas desigualdades, e isso entristece-me imenso!...

Mas, em cada Natal que passa, sinto que vou crescendo com os meus atos e também tenho sempre um valor importante a demonstrar.

Neste ano o valor a que sinto que estou mais aberta é a esperança, não só em mim, mas também nos outros.
Um beijinho da tua amiga inesquecível,
Sofia Genésio, 7º B


Um encontro inesperado
Certa noite, encontrei o Pai Natal na sala da minha casa, quando estava a colocar os presentes debaixo da árvore de Natal. Fiquei tão contente que lhe perguntei logo:
- Hei! Qual é a minha prenda?
- É surpresa! Mas só te interessa a prenda? – inquiriu o Pai Natal.
- Não… - disse-lhe eu – mas estou tão curioso!…
- Sabes o que se celebra no Natal? – perguntou o Pai Natal.
- O nascimento de Jesus. – afirmei-lhe eu.
- Mas, para ti, qual é o significado do Natal? – inquiriu o Pai Natal.
- O significado do natal é…é…haaaaaaaaa…já sei, como festejamos o nascimento de Jesus, significa que concordamos com o que ele dizia – respondi eu um pouco atrapalhado.
- Explica lá isso melhor! – pediu-me o Pai Natal.
- Jesus dizia que os maiores valores da vida eram o amor, a amizade e que nos devíamos dar todos bem.
- Muito bem, afinal sabes mesmo o significado do Natal, mas nunca te esqueças do que me acabaste de dizer. Agora tenho de ir embora porque se faz tarde… Adeus. – disse-me ele.
Também me despedi, mas fiquei a pensar na importância dos verdadeiros valores da vida!
 Rodrigo Vasconcelos, 5ºB

O significado do Natal
         Numa noite de inverno, eu decidi ir à fábrica do Pai Natal. Fiz uma viagem muito longa e, quando lá cheguei, vi o Pai Natal sentado numa cadeira, quase a chorar.  
         - O que se passa Pai Natal? – perguntei-lhe eu.
         - Passa-se tudo, ninguém sabe o que é o Natal! - respondeu-me ele.
         - Eu sei o que é o Natal! O Natal é a árvore de Natal, as prendas...
         - Não, não é nada disso! – gritou o Pai Natal, pondo as mãos à cabeça.
         Eu fiquei muda, sem saber o que dizer! Afinal, o Natal já não era sinónimo de prendas, estava muito confusa!
         - Então, o que é? – questionei-o.
         - O Natal é amor, amizade, caridade…
         - Então e as prendas? – interroguei-o eu preocupada.
         - As prendas são só para alegrar as crianças! – explicou-me o Pai Natal  – Na realidade, o Natal é estarmos todos em paz e harmonia, a celebrar o nascimento do menino Jesus. E a maior parte das crianças não está a pensar nisto!
         Eu, muito pensativa, perguntei:
         - Mas como é que as crianças vão saber que Natal é amor, alegria…
         - Tu podias ajudar-me! – sugeriu o Pai Natal.
         - Eu?!
         - Sim, tu! Com o meu pó mágico podíamos ir a todos os países do mundo e escrever no céu o significado do Natal.
Eu concordei. Então, à noite, metemo-nos no trenó e fomos divulgar o verdadeiro significado do Natal por todo o universo, ajudando a construir um mundo mais solidário e justo!
 
                                                                     Inês Sofia Marques, 5ºA 

Arcozelo, 25 de dezembro de 2011
Querida Sofia:
 
Antes de tudo, desejo-te um feliz Natal.
Lembro-me dos dias gélidos que passei contigo, quando era pequenina, e te falava das prendas maravilhosas que poderia receber, tal como tu fazias. Éramos ignorantes! Mas, claro, as lições difíceis e bocejantes que nos davam acerca do verdadeiro significado do Natal não nos despertavam qualquer interesse.
Agora, é quase uma obrigação pessoal refletirmos, não concordas?
«Natal» significa prosperidade, transcendência, alegria, união, família! Tantas palavras que o poderiam descrever! No meu ponto de vista, o Natal resume-se a uma única mensagem: «dar».
Natal é uma «capa solidária» que necessita urgentemente de ser vestida todos os anos, todos os dias, todos os segundos.
Concluindo, o Natal é todo o ano! Peço-te, num último desejo, que promovas esta mensagem em todos os teus atos!
                 Com muito amor,
Cláudia, 7º A


O encontro com o Pai Natal
Certo dia, pensei que deveria ir até ao Pólo Norte visitar o Pai Natal. Mas como? Era tão longe!...
Decidi ir a pé. Era a única maneira de conseguir ir visitar o meu herói. Já no dia seguinte, pus-me a caminho. Até que, depois de dias e noites a pé, pela gelada neve do Pólo Norte, cheguei a uma casa toda branca e vermelha.
         -Truz, Truz – bati à porta.
         Um pequeno duende abriu a porta e com um ar de desconfiado perguntou-me:
         -Quem és e porque bateste a esta porta?
         -Chamo-me Mafalda e queria falar com o Pai Natal – respondi.
         -Ó Pai Natal!- gritou o pequeno duende.
         O Pai Natal aproximou-se:
         -Entra, entra! O que me queres dizer? - questionou o Pai Natal.
         -Queria dizer-lhe que este Natal não quero receber prendas - expliquei - o que quero realmente é saúde, paz e amor no dia de Natal e para sempre.
         -Acho muito bem pedires isso – segredou o Pai Natal ao meu ouvido - hoje em dia, quando as crianças pensam no Natal, o que lhes vem à cabeça é prendas, prendas e mais prendas.
         -Pois… Para mim, o Natal é harmonia, paz, felicidade, saúde e amor! – continuei.
         -Era tão bom que toda a gente estivesse feliz pelo menos no dia de Natal! – acrescentou o Pai Natal.
         -Muito obrigada por me ter ouvido, Pai Natal. Adeus.
         -Adeus - disse o Pai Natal -  Feliz Natal! Oh,oh,oh!
         Depois de terminar a conversa com o Pai Natal, segui caminho até casa, pois ainda tinha muito que fazer: contribuir para a construção de um mundo novo, mais justo e honesto.
Ana Mafalda, 5º B


Francisco e Jesus
         Durante a noite, quando o Francisco estava a dormir, ouviu um barulho, acordou e resolveu procurar de onde este vinha. Foi à cozinha, à casa de banho e, finalmente, apercebeu-se que o som vinha da sala:        
-Quem é? -perguntou assustado o Francisco.        
-Sou eu! O menino Jesus!                                            
-Mas! Não tinhas subido aos céus há muito tempo ­­­­­­?                                          
-Sim, mas voltei para perguntar aos meninos mais bem comportados se sabiam o significado do Natal - explicou Jesus.
-O Natal é: praticar o bem, ajudar os pobres, ser solidário, estar com a família…
-Parabéns, Francisco, acertaste em tudo! – exclamou Jesus espantado.
Francisco, ainda curioso, não sabia para onde estava a falar e perguntou:
- Onde estás tu, Jesus?
-Estou no presépio.                          
-Ah! Assim já percebo tudo -anunciou o Francisco.
Jesus e Francisco ficaram muito amigos. E, antes de ir embora, Jesus pediu-lhe:
-Passa esta mensagem a todos os teus amigos!
-Mas, se eu lhes contar, eles não vão acreditar!
-Não faz mal, pelo menos serás uma pessoa boa e honesta!

Francisco José, 5º B

Uma noite de Natal mágica
         Faltava um dia para a véspera de Natal.
         Estava eu em minha casa quando, de repente, aconteceu algo mágico: eu tinha ido parar ao Pólo Norte.
         Era de noite e estava a nevar muito. Olhei a toda a volta e encontrei uma cabana abandonada. Dirigi-me para lá, e passei assim a noite.
         Acordei de manhã e comecei a caminhar em direção a norte. Alguns quilómetros depois, encontrei uma grande fábrica.
         Toquei à campainha e quem me veio abrir a porta foi o Pai Natal.
 - És mesmo o Pai Natal? – perguntei.
 -Sim… e tu deves ser a Teresa, não é verdade?
         -Sim, mas como sabes o meu nome? – questionei.
- Eu sei os nomes de todas as crianças do mundo. – respondeu o Pai Natal.
- Mas que dia é hoje? – perguntei
 - Hoje, é véspera de Natal e, para que saibas, eu tenho uma missão para ti. – afirmou o Pai Natal
 -Qual é? – perguntei eu com curiosidade.
         - Entra e eu conto-te, pois deves estar cheia de frio. – disse o Pai Natal.
 Quando entrei na fábrica, o Pai Natal continuou:
         - Tu foste a criança escolhida para ajudar em todo o mundo as pessoas mais desfavorecidas.
 - Mas isso é uma grande honra, claro que aceito!
 Passei o dia na fábrica do Pai Natal e, quando chegou a noite, parti.
Mais tarde, quando regressei à fábrica, o Pai Natal despediu-se:
 - Até breve, fizeste um ótimo trabalho! Boa sorte.
 - Boa sorte para ti também, Pai Natal.
 E, assim, num clarão, voltei para casa. Aquele foi o Natal mais inesquecível da minha vida!
 
Teresa Celestino, 5ºB

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO NATAL
Numa noite de dezembro, já perto do Natal, estava o Rodrigo sentado na cama do seu quarto a pensar no que seria o Natal:
- Bem, mas o que será? – perguntou o Rodrigo a si próprio. – Uns dizem que o Natal é amor, outros dizem que são as prendas, outros que é só o nascimento de Jesus...
E, nesse mesmo instante, ouviu-se:
- Hou! Hou! Hou!
Mas quem seria? O Rodrigo estava confuso!
- Sou eu, o Pai Natal! – apresentou-se ele .
-És mesmo tu? – duvidou o Rodrigo.
- Sim, sou eu em carne e osso!
- Tu és o significado do Natal? – perguntou ele cada vez mais confuso.
- Não, – respondeu o Pai Natal – não sou eu, nem as prendas!
- Então, o que é?
- Isso não te posso dizer, mas se fores boa alma, deverás descobrir a resposta certa – ajudou o Pai Natal.
E, nesse instante, desapareceu.
Assim, nessa noite, o nosso amigo foi passear pelas ruas cheias de mendigos que esperavam que alguém os alimentasse.
- Já sei, é o amor! – exclamou ele com muita alegria.
Então, nesse momento, a lua começou a brilhar como um sinal do Pai Natal que lhe dizia que estava certo.
Rodrigo Pinho, 5ºA

Granja, 18 de novembro de 2011
Querida amiga,
O Natal é uma época em que acontece muita coisa. Nos fins do mês de Novembro, já dão na televisão aqueles anúncios publicitários a brinquedos, roupa, e a muitas outras coisas, que recebemos, depois, na véspera de Natal.
Mas, para mim, o Natal não são só prendas, nem os doces que comemos nessa época. O verdadeiro significado do Natal é outro.
É nessa altura que nós reunimos a família toda para conviver, há muita paz em todo o mundo, pois essa data é muito importante, ajuda-se as pessoas carenciadas (não é que não se ajude o resto do ano, mas é nessa altura que um maior número de pessoas o faz), mas, o mais curioso, é que, no Natal, tratamos as pessoas de quem gostamos com mais amor e carinho.
No Natal, claro que todas as pessoas gostam de receber prendas (eu também gosto, diga-se de passagem), mas não é isso que importa realmente. Portanto, querida amiga, eu sei que este ano os teus pais não te podem dar nenhum presente, mas nunca te esqueças que o mais valioso é estarem os três juntos. Bom Natal!
Beijinhos,
Rita Horta, 7ºE

Perosinho, 18 de novembro de 2011
 
Querida Bibi,
Sabes em que época estamos? Não, não falo dos testes, falo do Natal.
O azevinho, as canções, a família toda reunida... e os presentes (na minha idade, não falar disto seria praticamente um crime). Mas, vá lá, não fiques com a ideia de que sou materialista.
Para mim, o Natal não são apenas os doces deliciosos que a minha avó faz ou a ânsia de descobrir o que esconde o embrulho com o laçarote catita. Não! Para mim, o Natal deve ser passado junto dos que mais amo. Natal é rever a família; é conversar e fazer coisas engraçadas com o meu primo; é observar o brilho nos olhos dos mais novos sempre que perguntam “Já é meia-noite?” e a cara de amuo quando nos rimos e dizemos “Quase, está quase.”. É olhar para tudo isto e saber que, apesar de ser só naquela noite, é a melhor noite do ano. Ver a alegria dos pequenos, quando recebem aquelas figuras de ação todas modernas que vem equipadas com tudo e mais alguma coisa; ou das pequenas ao receberem a Casa de Sonho da Barbie que vem com o Ken e os seus muitos animais de estimação. E, por fim, ouvir a minha avó dizer “Que alegria, que festa!”
Sim, o Natal é mesmo tudo isto!
Um beijinho debaixo do azevinho,
Carolina, 7ºE


Gaia, 25 de dezembro de 2011
Querido amigo,
Em primeiro lugar, queria desejar-te um bom Natal para ti e para a tua família.
Por este meio (carta) já não muito usual, venho explicar o verdadeiro significado do Natal.
Natal é tempo de experimentar o significado da paz, ajudando as pessoas no que pudermos e no que conseguirmos.
Esta é uma época em que temos que ser solidários.
Natal é tempo de expor os sentimentos um pouco mais além e de nos sentirmos bem connosco, é altura de pensarmos no que fizemos de mal para connosco e para com as que pessoas que nos rodeiam todos os dias!
Mas o verdadeiro significado de Natal é “família”, é ter tempo para estarmos com os nossos, que nos adoram e que tanto fazem para sermos felizes.
Natal é uma época próspera em amor e carinho!
Um abraço do teu amigo,
João Coelho, 7º C